Publicado por: Blog do Trio | 10/11/2009

Orgulho de ser palmeirense

guibar

Nação Palestrina,

Obrigado, presidente Belluzzo, por dizer tudo aquilo que penso e que nunca fora dito por não haver no futebol brasileiro dirigente com a sua envergadura moral.

Fiquei emocionado ao ouvir sua entrevista ao Programa Estádio 97, da Rádio Energia 97 ( 97,7 MHertz), na noite desta segunda-feira.

Primeiro por ter reafirmado tudo aquilo que disse em relação ao árbitro da partida contra o Fluminense.

Não são todos que, diante de ameaças de retalição, mantêm as suas palavras.

Fico feliz em poder contar no comando do meu clube com alguém que não depende do futebol para nada.

Alguém que tem como se sustentar, possui nome limpo e reverenciado pelo conhecimento que detem, além da credibilidade que goza em todos os meios em que circula.

Nunca na história do futebol brasileiro alguém reuniu essas condições/características para poder dizer que se trata de um meio sujo, de gente desonesta e que brinca com os sentimentos de milhões de pessoas.

Acredito que nem todos são assim, mas reafirmo, em parte, esse entender.

Na tarde deste domingo, mais do que perder uma partida ou, quiça, o campeonato, perdemos – nós do Palmeiras e todos aqueles que gostam do futebol - o sentimento de justiça e honestidade, necessário a toda prática política ou esportiva.

Para que vivamos o futebol temos que continuar acreditando que o melhor deve vencer, que um jogo se decide dentro das quatro linhas, que todos estão fazendo o seu melhor, que há uma disputa limpa.

O dia em que qualquer desses pontos seja posto em cheque não teremos mais pelo que torcer.

Estão brincando com a fé.

Não a fé religiosa, que por vezes leva os homens ao desatino, mas a fé de que ganhamos ou perdemos por nossos méritos, como deve ser em qualquer competição.

Estão relativizando o valor de vencer e principalmente os meios para sua consecução.

Ontem, e toda vez que uma injustiça é cometida, há gente que chora, que sofre, que se decepciona.

O maior prejuízo? Não é a derrota, mas o sentimento de que podemos estar sendo feitos de bôbos.

Não posso afirmar se o episódio envolvendo o árbitro gaúcho foi doloso ou culposo, com maior coloração para a modalidade imperícia.

No entanto, aproveito o momento para engrossar o coro dos indignados e lançar a campanha : “EU NÃO QUERO O SIMON”.

Vamos promover por todo este país um grito pelo afastamento definitivo deste árbitro dos quadros da CBF, ou, pelo menos, que ele não represente o Brasil na Copa de 2010.

Devo dizer que esta é uma iniciativa pessoal e que não está afeta a meus companheiros deste Blog do Trio, razão pela qual assumo individualmente a responsabilidade pela interpretação de tudo o que aquilo foi e será dito.

Por fim, fico com as palavras de Martin Luther King:

“O que mais me preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons” 

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Publicado por: Blog do Trio | 09/11/2009

Parabéns, Vasco da Gama!

aurbar

Amigos do Trio,

Tivemos no sábado o retorno à primeira divisão de mais um clube grande que havia caído para a Série B.

Com a vitória de 2×1 sobre o Juventude, em um Maracanã com 80 mil pessoas, o Clube de Regatas Vasco da Gama retorna à elite do futebol Brasileiro.

Além da salutar volta de um time grande à primeira divisão, vejo outros dois aspectos positivos no acesso.

Primeiro, por se enterrar de vez no clube a era Eurico Miranda.

Se o presidente à época do descenso já era Roberto Dinamite, todos foram unânimes em apontar que o rebaixamento de 2008 se deu por conta da administração de Eurico.

E, o retorno da forma que se deu, com o time “sobrando” na Série B, serve apenas para coroar este início de nova era do Clube, após tantos anos de desmandos.

Segundo ponto, e aí deveras importante para o futebol Brasileiro, pois mais uma vez vemos um time grande cair e voltar na bola, no campo.

Após as absurdas e asquerosas viradas de mesa protagonizadas pelo Fluminense na segunda metade da década de 90, dá gosto ver que no Brasil time grande cai e volta na bola.

Para quem não se lembra, o Fluminense foi rebaixado no Brasileiro de 1996.

E, em uma ardilosa manobra junto à CBF, rasgou o regulamento e disputou a primeira divisão normalmente em 1997.

Mas, como os deuses do futebol punem, o time foi novamente rebaixado em 1997.

Disputou a Série B em 1998, e, pasmem, conseguiu ser rebaixado para a Série C.

Disputou e foi campeão da terceirona em 1999.

Deveria, assim, disputar a Série B em 2000, certo?

Errado!

Naquele ano os clubes resolveram brigar com a CBF e criaram a tal “Copa João Havelange”, com a inclusão do Fluminense.

Em 2001 o Brasileiro voltou a ser organizado pela CBF.

E o Fluminense, “como quem não quer nada”, foi incluído normalmente no campeonato.

Ou seja, o time pulou da terceira para a primeira direto, sem disputar a segundona.

Mais uma triste passagem do futebol brasileiro.

História que, felizmente, passou a mudar a partir de 2002, com os rebaixamentos de Botafogo e Palmeiras.

Em 2003 os dois disputaram a Série B, e voltaram na bola.

E assim se repetiu em 2005 com o Grêmio, 2006 com Atlético-MG, 2008 com Corinthians e, agora em 2009 com o Vasco.

Parabéns à equipe da colina.

Que este rebaixamento sirva de lição.

E quanto ao Fluminense, caso seja mesmo rebaixado, que vá, jogue, e volte na bola, no campo, na honestidade, apagando uma das maiores vergonhas não só de sua história, mas sim de todo o futebol Brasileiro.

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Publicado por: Blog do Trio | 09/11/2009

Ronaldo 2 X 0 Marcelinho

salbar

CORINTHIANS 2 X 0 SANTO ANDRÉ

Nação Corinthiana,

Os reencontros entre Marcelinho Carioca e a Fiel sempre geram momentos emocionantes para aqueles que tanto vibraram com as atuações do antigo camisa 7 do Timão. Dentro de campo, estes encontros deixavam um gosto amargo nos corinthianos: quatro empates, com dois gols marcados pelo Pé-de-Anjo contra sua antiga equipe.

Porém, no embate de ídolos alvinegros no Pacaembu, o presente venceu o passado.

Em um Pacaembu com 16.300 pagantes, Mano Menezes apresentou uma nova formação para a equipe alvinegra, sem ter o sucesso desejado.

O Timão não teve dificuldades para manter o domínio da partida, mas a falta de entrosamento fez com que os atletas não se entendessem em campo, prejudicando a criação de jogadas efetivas.

Não bastasse isso, o time desperdiçava muitas chances de gol com as seguidas tentativas de Edno. Restou nítido que o camisa 41 ainda sente o peso da camisa alvinegra, não conseguindo repetir o bom futebol apresentado na Lusa.

Se Edno não sabia o que fazer com a bola, Ronaldo estava lá para alegrar a Fiel: em um dos poucos momentos em que recebeu a bola, fintou um zagueiro e mandou uma bomba com a perna esquerda, marcando um golaço.

No segundo tempo, Defederico procurou incendiar a partida e, com sua categoria, provocar um pouco de dor de cabeça aos atletas do Ramalhão. O Santo André, por sua vez, quase chegou ao empate com bolas alçadas na área alvinegra.

Porém, foi com as alterações de Mano Menezes que o Timão voltou a se impor: Dentinho entrou no lugar Edno, enquanto Diego substituiu Edu, fazendo Jucilei sair da lateral direita para o meio.

Criticado por boa parte da torcida – e por este blogueiro – pelas suas últimas atuações, Dentinho ampliou o placar após receber um passe açucarado de Ronaldo, que o deixou na cara do gol. O final da partida ainda se mostrou bastante disputado entre ambas as equipes, mas nenhuma delas conseguiu alterar o placar.

A vitória (acompanhada da derrota do Palmeiras no Maracanã) deixou a tarde do corinthiano mais feliz.

Entretanto, o jogo deste domingo demonstrou mais uma vez a dependência que sofremos do poder de decisão do Fenômeno. Este é, sem dúvida, um dos fatores mais importantes a ser solucionado para o próximo ano.

Na próxima rodada, teremos uma pedreira pela frente: o Timão enfrenta o Avaí no domingo, em plena Ressacada.

Mais testes vêm por aí!

Riquelme

Aliás, muitos já dão como certa a chegada de Riquelme no Corinthians. De acordo com o diário “Lance!“, o Boca Juniors teria aceitado a proposta feita pelo Grupo Sonda, no valor de US$ 2,5 milhões.

Para concretizar o negócio apalavrado, bastaria apenas o aceite do jogador. Porém, Riquelme – que ficará afastado dos campos por, no mínimo 40 dias,  após ter sofrido uma ruptura parcial da fascia plantar do pé direito – ainda resiste em deixar o seu clube do coração, onde pretende se aposentar.

Sou fã de Juan Román Riquelme e torço muito para vê-lo vestindo o manto alvinegro. Seria realmente um sonho.

Entretanto, confesso que não sei se o argentino, que teve atuações apagadas fora do Boca, teria gana suficiente para disputar a Libertadores pelo Corinthians.

Como o momento é de intensas especulações no mercado do futebol, prefiro acreditar apenas quando vir Riquelme declarando-se como jogador do Timão.

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Publicado por: Blog do Trio | 09/11/2009

Sem palavras

guibar

Nação Palestrina,

Eu não tenho vontade de falar mais nada sobre esse Campeonato.

Ainda bem que existe gente que tem.

Vejam o que disse o nosso Presidente:

Do Lancenet

“Eu não devo nada a ninguém, então falo o que eu acho.

Eu sempre fui muito ponderado, mas dessa vez não dá. Não dá mesmo. Foi um assalto, um roubo!

 O time é feito de profissionais. Quem tem de falar são os cartolas. Eles têm de ficar quietos. Eles são profissionais, tem de ter cabeça fria. Eu fico de cabeça de quente. Eles têm de jogar.

 Você está vendo o que está acontecendo nesse final. Só falta urubu voar de costas.

Pode escrever tudo o que estou falando. Não é só ruindade técnica, é mal intencionado. Ele pode me processar! Até gostaria de encontrá-lo no tribunal. Não tenho medo de processo, pois mostro os jogos em que ele apitou. É um sem vergonha, isso é demais. Um cara desse me processar é uma honra.

Você nunca me viu assim, mas não dá! Não tem erro de interpretação no lance, o cara do Fluminense está atrás. Ele fez de caso pensado. Eu que o encontre na rua, porque não tenho medo de ninguém.

Tenho 67 anos e, se encontrar o Simon na rua, eu dou um tapas nesse vagabundo.

Adianta fazer protesto? A única coisa que se pode fazer é encher o cara de porrada depois de um assalto desse.

O cara foi de má fé! Ele já devia ter sido excluído do futebol. Vamos lembrar todas as trapalhadas que esse árbitro já fez.

Digo que quem saiu favorecido foi o Fluminense e o São Paulo, objetivamente.

Estou dizendo que o Simon é safado, um sem vergonha e crápula.

Na minha opinião, ele fez um serviço para o Fluminense, porque se o Fluminense não ganha, ficaria complicado para eles.

A tabela favoreceu o São Paulo. Isso me lembra muito o gol do Leivinha de 1971. Esse cara é sem vergonha.

Para variar, ele está na gaveta de alguém. Só dá para entender assim. Ele dar uma falta dessas! Ele deve estar fazendo favor a alguém. Não sei para que time, se quer tirar o time da Segunda Divisão. Ainda houve um pênalti vergonhoso no Danilo.

O Sérgio Corrêa não devia ter escalado esse vigarista, que vai para a Copa do Mundo. O cara assaltou o Palmeiras, é inacreditável.

Ninguém tem dúvida do lance, nem os jogadores do Fluminense.

O Palmeiras não jogou bem, mas fez 1 a 0 e isso era importante. A gente poderia segurar o jogo depois, é inaceitável.

O time não jogou bem, como o Fluminense também não. O jogo foi um ruim, com os dois jogando mal. Mas se pode jogar mal, como o Palmeiras e o São Paulo já jogaram e ganharam.

O Simon determinou o resultado o jogo. O Simon assaltou o Palmeiras! Não tinha nenhum motivo para anular o gol. Foi má fé, foi roubo!”

Assisti a partida de São Paulo, pela TV. Minha mãe está com problemas de saúde e não viajei com o time para o Rio.

O Governador José Serra também não aguentou a indignação e se pronunciou, via Twitter:

“Barbeiragem futebolística do ano: gol legítimo do Obina anulado pelo juiz.”

Sem mais.

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Publicado por: Blog do Trio | 09/11/2009

Fluminense 1 x 0 Palmeiras

guibar

Nação Palestrina,

Estou muito, mas muito triste com o que vi nesta tarde de domingo.

Por alguns instantes me senti um perfeito idiota ao perder o meu tempo vendo algo que, sob nenhuma óptica, tem algum sentido.

Quais serão os interesses ocultos?

Quem ganha com tudo o que está acontecendo?

Sinceramente, vi, revi, “trivi” o lance do gol de Obina e não encontro uma resposta.

Nem para a marcação do árbitro, nem para o sentido em dedicar tempo e energia para torcer por algo que não se encaixa na lógica, no bom senso e, por que não, na seriedade.

Como pode o Brasil se orgulhar (ou aceitar) por ter um cidadão como este nos quadros de arbitragem do Campeonato?

E enviá-lo como nosso representante à Copa. Tem explicação?

Tudo bem que não jogamos nada. Mas, nessa altura do campeonato, um fato como este é para jogar a toalha.

O que Simon fez só tem duas explicações: má-fé ou incompetência.

Em qualquer um dos casos, ele deve ser afastado.

Na vida, não podemos acobertar e deixar de nos indignarmos com os ladrões ou com os incompetentes.

Não posso afirmar em qual das hipóteses ele se encaixa, mas posso dizer, seguramente, que ele deve sair.

E o Muricy? Por que não tira o Vágner Love?

A contratação milionária não vem jogando nada e também não deixa a equipe.

Essa história da incompetência serve para os atletas também.

Muricy tornou-se (ou sempre foi?) o técnico do óbvio.

Tira um atacante e põe outro.

Tira um volante e põe outro.

Meu Deus! Que saudades do Mestre Vanderlei Luxemburgo!

Não que seus resultados tenham sido muito melhores do que os atuais, mas, pelo menos, ele ousava.

Vou parando por aqui pois não tenho inspiração e vontade de falar mais nada.

O futebol brasileiro está dando nojo!

Coritiba, pode se preparar para deitar, a sua cama já está sendo arrumada.

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Publicado por: Blog do Trio | 07/11/2009

Borges

aurbar

Nação Tri-Mundial,

Não consigo me conformar com a expulsão de Borges no jogo de quarta.

Com o perdão da palavra, foi um dos lances mais idiotas que eu já vi.

Uma agressão barata.

Pior, no campo de ataque do São Paulo.

Ou seja, jogada que não oferecia risco algum para o time.

Diferente do lance de Dagoberto.

Expulsão também desnecessária, mas que veio em uma jogada de pura falta de jeito de centroavante, que se põe a marcar.

Já o de Borges não.

Esse foi agressão pura e simples.

 

 

Segundo o jornalista Benjamin Back publicou em seu blog, o atacante já possui um pré-contrato apalavrado com o Grêmio, eis que seu vínculo com o Maior do Mundo se encerra em 31 de dezembro.

Na verdade, o instrumento já estaria até impresso, aguardando apenas sua assinatura, que, ainda segundo o jornalista, preferiu aguardar o jogo de quarta para assiná-lo.

Aí já vieram as especulações, de que Borges teria forçado a expulsão para não correr o risco de marcar contra sua futura equipe.

Ou até que forçou o lance violento justamente para levar uma suspensão e não ter que jogar mais pelo São Paulo.

Não duvido de nada.

A insatisfação do atacante no São Paulo é nítida.

A verdade é uma só, Borges nunca se mostrou feliz no Tricolor.

Chegou no início de 2007, credenciado pela vice artilharia do Brasileiro de 2005, apenas 3 gols atrás de Romário.

Nunca conseguiu se firmar efetivamente na equipe titular

E pior, não se limitava a buscar sua vaga no campo.

Sempre apelou para a imprensa.

Foi assim na chegada de Adriano em 2008.

Idem neste ano com a chegada de Washington.

Borges perdia a vaga no time titular e ia para a imprensa reclamar.

Exemplo da entrevista abaixo, dada à radio Jovem Pan em maio deste ano:

 

 

Se diz injustiçado.

Parece ter um grande ciúme de Dagoberto.

Tudo indica não deva mesmo ficar no Tricolor em 2009.

A diretoria já percebeu que não é um jogador que agrega para o elenco.

Fontes afirmam que foi um dos pivôs do problema da discórdia havia dentro do grupo, que culminou na pífia eliminação na Libertadores e trágico início de Campeonato Brasileiro.

Trata-se de um bom jogador.

Nada mais que isso.

E, se não aceita ficar no banco, não serve para jogar no São Paulo.

Que vá ser feliz em outro canto.

E nunca mais agrida um adversário covardemente como na quarta-feira.

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Publicado por: Blog do Trio | 05/11/2009

Santos e Anjos!

guibar

Nação Palestrina,

O Jornal da Tarde de hoje, 05 de novembro, traz reportagem especial em que relata o drama vivido pelo atacante César Augusto Nascimento, de 24 anos, que, em virtude de um acidente de automóvel em 2007, encontra-se paraplégico.

A matéria detalha a batalha jurídica travada com o Grêmio/RS em virtude da indenização de 1 milhão de reais paga pelo acidente do atleta e retida pelo clube.

Os gaúchos entendem que esse dinheiro era a garantia do “investimento” que o jogador significava e que não há relação alguma com os direitos do atleta.

Essa seria mais uma triste história de um jogador que, em função das intempéries da vida, viu seu futuro e de sua família comprometido.

Estamos cansados de acompanhar histórias de atletas que, depois de encerrarem suas carreiras, têm sérias dificuldades em se manter dignamente, seja pela ação de aproveitadores, seja pela incompetência em gerirem aquilo que amealharam ou, simplesmente, por terem sido vítimas de “surpresas”, como esta de César, que a vida às vezes nos prega.

Em comum, além dos tristes finais, há quase sempre o abandono dos clubes.

Sob o argumento de que não possuem recursos para ajudar, ou ainda simplesmente por não valorizarem seus ídolos, as agremiações se omitem frente às carências e dificuldades de seu ex-funcionários.

O que talvez não entre na cabeça dos dirigentes é que, embora haja cada vez mais interesses econômicos em jogo, o futebol não é, e nunca será, uma empresa no sentido estrito da palavra, com a impessoalidade e frieza que os cifrões exigem.

Ninguém começa a torcer por um clube pelo seu saldo na conta bancária ou pelos balanços trimestrais apresentados.

A paixão por uma determinada equipe nasce de diversas origens, algumas desconhecidas, mas certamente a figura do ídolo é algo fundamental na escolha dos torcedores.

E o que acontece quando vemos um ídolo em frangalhos, passando fome, sem teto, num asilo ou num abrigo

Enfraquecemos a imagem do nosso clube.

Acho que ainda levará algum tempo para que os mandatários do futebol brasileiro tenham essa percepção.

Enquanto esse entendimento não nasce, aqueles que vivem momentos de dificuldade ficam à mercê da sorte ou da ajuda de anjos da guarda.

E eles existem.

No caso palmeirense não é um anjo, mas um Santo.

E quem poderia ser que não São Marcos?

Embora faça questão de manter essa ajuda em sigilo, o São Marcos, apesar da pouca convivência com o atacante (chegou ao Palmeiras emprestado em janeiro e sofreu o acidente em setembro de 2007), ajudou-o e continua ajudando financeira e emocionalmente.

- Uma pessoa humilde, que sempre lutou muito. Minha ajuda foi pela amizade, mas não gostaria de dar detalhes. Acho que fiz bem menos do que ele merecia.

O outro anjo da guarda é corinthiano. O lateral Alessandro, atualmente afastado por contusão, também auxilia o jogador, enviando mensalmente recursos para ajudar nas despesas da família.

São atitudes como estas que criam ou fortalecem a boa imagem que alguns jogadores tem.

Que o altruísmo e generosidade dos homens diminua o sofrimento daqueles que aguardam esperançosos que a Justiça dê “a César o que é de César”.

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Publicado por: Blog do Trio | 05/11/2009

Imortal!

aurbar

Nação Tri-Mundial,

Nada mais justo que aplicar ao nosso Tricolor o apelido que a torcida do adversário de ontem dá a seu time: Imortal.

Mesmo com 3 jogadores a menos (expulsões justas), jogo até os 51 minutos (acréscimo justo), o nosso Tricolor segurou um heróico empate em Porto Alegre!

Com a ausência de Richarlyson, machucado, Ricardo Gomes optou por reforçar o sistema defensivo, voltando Jean para a ala direita e escalando Arouca no meio de campo.

Assim, o time foi a campo com Rogério Ceni, André Dias, Renato Silva e Miranda. Jean, Hernanes, Jorge Wagner, Arouca e Junior César. Dagoberto e Washington.

Tivemos um bom primeiro tempo, com um certo domínio da partida.

Entretanto, foram os Gaúchos que chegaram ao gol primeiro.

Em uma falha inaceitável da defesa, Rafael Marques, simplesmente sozinho, cabeceou para o gol, abrindo o placar.

Novamente, tal qual o ocorrido na partida contra o Santos, saímos atrás do marcador, e, pior, novamente tomando um gol bobo de cabeça.

Mesmo atrás, o São Paulo não se acovardou, continuou chegando muito bem, até empatar a partida, em um belo gol de Dagoberto.

Veio o segundo tempo, e pareceu que esquecemos o bom futebol no vestiário.

Ricardo Gomes tentou mudar o jogo, colocando Borges no lugar de Washington e Marlos no de Jorge Wagner.

Inútil, eis que aos 33 minutos Borges, já amarelado, agride o meia Túlio, levando com toda a justiça o segundo amarelo e o vermelho.

Lance bobo, no meio de campo.

Um a menos, o negócio era segurar o empate.

Pois Dagoberto resolve imitar seu companheiro de ataque, dando, um minuto depois, um carrinho criminoso e absolutamente desnecessário no mesmo Túlio. Lance para vermelho, de forma absolutamente justa.

Agora perguntamos: era um lance de perigo, próximo a área?

Não, novamente um lance no meio campo.

Bem, aí estava montado o cenário.

Faltando 15 minutos de jogo, Grêmio no estádio Olímpico, e o adversário com 2 a menos.

Não poderia ocorrer outro cenário que não um verdadeiro bombardeio da equipe gaúcha.

E aí o nosso Tricolor foi imortal! Os 9 guerreiros que sobraram em campo conseguiram, bravamente, segurar o ímpeto do adversário, garantindo o empate.

Para piorar ainda mais a situação, Jean também é expulso aos 47 minutos.

Apenas 8 jogadores em campo, e o jogo que ia até os 49 minutos foi alongado até os 51 (com justiça).

Mas seguramos o empate.

Trouxemos 1 ponto na bagagem.

Empate que vem com um sabor de vitória, apesar de poder fazer diferença na classificação final.

Ficamos agora na dependência do complemento da rodada, principalmente dos jogos entre Fluminense x Palmeiras e Atlético-MG x Flamengo, para sabermos nossa real situação no campeonato.

Agora, inadmissíveis são as reiteradas expulsões de jogadores do São Paulo. Com as 2 de ontem, chegamos a 13 no campeonato, dividindo com o Cruzeiro o ranking dos mais indisciplinados.

E, por fim, fica o saldo negativo para a partida contra o Vitória, no dia 14, no Morumbi.

Nada menos que 6 jogadores estão fora, ou por contusão (Richarlyson, Zé Luis e Rodrigo) ou suspensão (Dagoberto, Borges e Jean).

Enfim, mas como diria minha avó… Dos males o menor!

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Publicado por: Blog do Trio | 05/11/2009

Começou a extorsão!

salbar

Nação Corinthiana,

Após ficar uma semana em um local a quilômetros de um mísero sinal de internet, volto a uma atividade que tanto gosto: escrever no Blog do Trio.

Porém, o assunto que venho a tratar não me traz qualquer alegria ou orgulho.

Nesta quarta-feira iniciaram-se as vendas de ingressos para os três primeiros jogos do Timão na Libertadores/2010, a serem disputados no Pacaembu.

Os absurdos preços já haviam sido divulgados pela diretoria do Corinthians na semana passada, conforme a tabela abaixo aponta:

abuso

A idéia partiu do “gênio” Luís Paulo Rosenberg, responsável pelo departamento de marketing do clube. A justificativa seria a de lucrar o máximo possível com a participação do Timão na disputa pela cobiçada taça internacional em seu ano de centenário.

Não vou discutir aqui sobre a tal elitização do futebol, tão pretendida pelos cartolas brasileiros, visto que a cobrança empregada pelos ingressos extrapolam essa fronteira, constituindo-se uma verdadeira afronta ao bom-senso.

Isso porque não é oferecida nenhuma contraprestação que sustente os valores apresentados ao consumidor, o qual continuará a sofrer com o desconforto, o péssimo atendimento e as demais condições precárias apresentadas pelo Pacaembu.

Aliás, em nenhum lugar do mundo é aplicada cobrança tão absurda.

Desta forma, teremos as arquibancadas populares lotadas, ao passo em que veremos os setores intermediários às moscas.

É corrente a especulação de que a ausência de grandes parcelas da torcida no Pacaembu não seria um problema, visto que o elevado aumento dos ingressos serviria apenas como um mote para encobrir a entrada de grandes fluxos de dinheiro não contabilizado nos cofres do clube, a exemplo da era MSI – que, segundo muitos, nunca acabou de fato. Tudo não deve passar de mera especulação mesmo.

Ironias de lado, é de se estranhar o grande número de defensores da nova medida adotada, bem como o de apáticos às imposições da diretoria do business de botequim. O pensamento que permeia estes “torcedores” é o da velha hipocrisia individualista: quem pode pagar, vai ao estádio; quem não pode, fica em casa.

Muitos torcedores organizados, de mãos dadas com a diretoria (e com seus ingressos já garantidos), se calam. Os bajuladores de plantão exaltam o profissionalismo dos “novos tempos”, em troca de migalhas.

E o verdadeiro torcedor fiel, sem voz e desmobilizado, como fica?

Ao passo em que o homem comum e as famílias corinthianas são extorquidas e afastadas de sua paixão, diretores, conselheiros, empresários, além de um sem-número de convidados, continuarão a ver o Timão jogar de graça.

O futebol é um espetáculo caro, é verdade. Mas será que o elenco que entrará em campo, bem como o trabalho técnico a ser realizado, justificarão tais medidas?

A participação do Corinthians na Libertadores, que deveria ser corriqueira, em função da grandeza do clube, ganha ares de super-evento. Isso só demonstra a diminuta mentalidade de nossos dirigentes que, ao supervalorizarem o torneio intercontinental, rebaixam o Timão, demonstrando que sua disputa seria extraordinária e fora do comum para o torcedor.

Com isso, a pressão sobre a diretoria só tende a aumentar. Espera-se que sejam realizadas contratações “galáticas” para 2010. Riquelme, cujo nome foi tão ventilado neste ano, começa a se tornar um nome regular. Que tal trazer o verdadeiro Messi para compensar tamanho disparate?

Mais do que isso, a conquista da Libertadores ganha ares de obrigação. Afinal, a falta de dinheiro não poderá novamente ser utilizada como desculpa pelos nossos dirigentes.

Cumpre relembrar que um fator importante no torneio é a presença em massa da torcida. Em favor do business, o Corinthians abdicou de seu maior patrimônio.

Fiel Torcedor

libertadores

Durante este ano, a garantia de adquirir ingressos foi o mote para o crescimento do programa de sócio-torcedor do Corinthians. Alcançamos a incrível marca de 42 mil fiéis torcedores, ultrapassando a capacidade do Pacaembu.

Porém, o consumidor do produto teve uma idéia equivocada da sistemática do programa: o ingresso para os jogos do Timão não está garantido para todos aqueles que aderiram ao Fiel Torcedor.

No início das vendas dos bilhetes para a Libertadores, tiveram preferência aqueles que assistiram, no mínimo, 10 partidas através do programa. E o consumidor que pode ter ido ao estádio mais vezes do que isso, mas não fez uso do Fiel Torcedor ou aderiu a este posteriormente, como fica?

Este enorme contigente – 40 mil pessoas – terá que se acotovelar para comprar seus ingressos somente após os ditos “preferenciais” o terem feito. Ou seja, é a substituição da fila física – com festa e protestos, na porta dos estádios -, para uma silenciosa e descontrolada fila virtual.

Não obstante, já há uma movimentação nos bastidores do Corinthians e do São Paulo FC, a fim de encerrar o conflito entre os dois clubes. A pressão para que o presidente do Timão engula suas palavras e volte a mandar jogos de grande porte no Morumbi é crescente, visto que a arrecadação na Libertadores poderia ser ainda maior.

Quem viver, verá.

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Publicado por: Blog do Trio | 04/11/2009

Belluzzo no Jô

guibar

Nação Palestrina,

Na noite desta terça-feira o nosso Pres. Belluzzo esteve no Programa do Jô.

Depois de uma apresentação festiva, em que foram enaltecidas as qualidades acadêmicas do Presidente, o bate-papo começou em tom informal.

Falou sobre a hipocrisia da imprensa (ou melhor, dos cronistas esportivos) que se diz neutra, muito embora sempre haja a torcida por algum time.

Indagado sobre o motivo da saída de Jorginho do comando da equipe, num momento em que o time estava em alta, o Presidente disse que Muricy era um sonho antigo da Diretoria e de grande parte da torcida.

Afirmou que Luxemburgo, apesar de ser grande treinador, tinha o hábito de se intrometer em assuntos que não eram de sua competência, dizendo não guardar mágoa em razão das declarações do técnico, que o chamou de retrógrado.

Chamou-o ironicamente de “nosso amigo” e disse que, por essas e por outras, “espirrou”-o do Palmeiras (junto a essa fala houve  gesto com os dedos, característico de quem manda algo ou alguém sair).  

Belluzzo falou também sobre a nossa Arena, dizendo que será construída integralmente com recursos privados.

Jô perguntou porque o maior clássico do Estado de São Paulo, Palmeiras e Corinthians, foi levado para Presidente Prudente.

Nosso mandatário disse que há restrições por parte do Corinthians em  jogar no Morumbi, sendo uma boa saída levar os jogos para o interior.

Jô mudou os rumos da entrevista para a economia e as consequências da crise mundial.

Apresentou o mais novo lançamento do autor Belluzzo e disse que voltasse sempre.

Espero que ele volte logo e que o tema da entrevista seja a nossa conquista neste Brasileirão.

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