
Nação Palestrina,
Obrigado, presidente Belluzzo, por dizer tudo aquilo que penso e que nunca fora dito por não haver no futebol brasileiro dirigente com a sua envergadura moral.
Fiquei emocionado ao ouvir sua entrevista ao Programa Estádio 97, da Rádio Energia 97 ( 97,7 MHertz), na noite desta segunda-feira.
Primeiro por ter reafirmado tudo aquilo que disse em relação ao árbitro da partida contra o Fluminense.
Não são todos que, diante de ameaças de retalição, mantêm as suas palavras.
Fico feliz em poder contar no comando do meu clube com alguém que não depende do futebol para nada.
Alguém que tem como se sustentar, possui nome limpo e reverenciado pelo conhecimento que detem, além da credibilidade que goza em todos os meios em que circula.
Nunca na história do futebol brasileiro alguém reuniu essas condições/características para poder dizer que se trata de um meio sujo, de gente desonesta e que brinca com os sentimentos de milhões de pessoas.
Acredito que nem todos são assim, mas reafirmo, em parte, esse entender.
Na tarde deste domingo, mais do que perder uma partida ou, quiça, o campeonato, perdemos – nós do Palmeiras e todos aqueles que gostam do futebol - o sentimento de justiça e honestidade, necessário a toda prática política ou esportiva.
Para que vivamos o futebol temos que continuar acreditando que o melhor deve vencer, que um jogo se decide dentro das quatro linhas, que todos estão fazendo o seu melhor, que há uma disputa limpa.
O dia em que qualquer desses pontos seja posto em cheque não teremos mais pelo que torcer.
Estão brincando com a fé.
Não a fé religiosa, que por vezes leva os homens ao desatino, mas a fé de que ganhamos ou perdemos por nossos méritos, como deve ser em qualquer competição.
Estão relativizando o valor de vencer e principalmente os meios para sua consecução.
Ontem, e toda vez que uma injustiça é cometida, há gente que chora, que sofre, que se decepciona.
O maior prejuízo? Não é a derrota, mas o sentimento de que podemos estar sendo feitos de bôbos.
Não posso afirmar se o episódio envolvendo o árbitro gaúcho foi doloso ou culposo, com maior coloração para a modalidade imperícia.
No entanto, aproveito o momento para engrossar o coro dos indignados e lançar a campanha : “EU NÃO QUERO O SIMON”.
Vamos promover por todo este país um grito pelo afastamento definitivo deste árbitro dos quadros da CBF, ou, pelo menos, que ele não represente o Brasil na Copa de 2010.
Devo dizer que esta é uma iniciativa pessoal e que não está afeta a meus companheiros deste Blog do Trio, razão pela qual assumo individualmente a responsabilidade pela interpretação de tudo o que aquilo foi e será dito.
Por fim, fico com as palavras de Martin Luther King:
“O que mais me preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons”
guilhermemendes.blogdotrio@gmail.com
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