Publicado por: Blog do Trio | 16/10/2012

Triste realidade

Nação Palestrina,

Depois de um longo e interminável inverno, repleto de compromissos e problemas de ordem pessoal e profissional, retomo meu contato diário aqui com vocês e tenho como pano de fundo a queda do nosso Palestra para a Série B.

Por mais que a matemática não nos permita dizer categoricamente que estamos rebaixados, as últimas atuações e o histórico de times nessa situação, durante os mais de dez anos de pontos corridos, não nos deixam dúvidas: caímos.

Há quem diga que, na vida, é preciso queimar a mão para descobrir que o fogo queima.

Não sou adepto desse modo de vida, mas, no nosso caso, ainda que pudéssemos aprender com os erros alheios (o que é bem menos dolorido), não conseguimos sequer tirar lições dos nossos próprios erros.

Passados dez anos, voltamos a viver a mesma situação vexatória de 2002.

Naquela ocasião tinhamos um bode expiatório, o sempre amaldiçoado Mustafá Contursi.

Todavia, ele já se foi há muito. Vieram Della Monica, Belluzzo e agora Tirone.

E pergunto, o que mudou?

Nada.

E é um ledo engano achar que o Presidente, qualquer que seja, é o único (ou mesmo o maior) resposável pelas mazelas que o clube vem vivendo nas últimas décadas.

Tal qual ocorre no atual sistema político em que, para se governar é preciso que o chefe do executivo faça concessões e coalizões com Deus e com o Diabo, nossa política interna repreduz o que vemos em Brasília.

No nosso caso, em que pese a existência de Tiriricas da vida, o que vemos no Conselho Deliberativo é um monte de gente despreparada e descontextualizada para a nova realidade do futebol brasileiro e mundial.

Não cometo a leviandade de adentrar à esfera moral, apontando o indicador para ladrões e toda espécie de sanguessugas que gravitam pelas Alamedas do Palestra Itália, algo que, com poucas e óbvias observações, ser-me-ia permitido fazer com pequena margem de erro.

Dessa forma, tomada por ficção e benevolência a boa-fé dos senhores que comandam o nosso clube, o que posso afirmar, com convicção, é o despreparo da imensa maioria deles para ocupar a cadeira sobre a qual se sentam, seja no Conselho, seja na Diretoria Executiva.

O primeiro passo para se curar de uma doença é admitir a sua existência.

Preocupa-me o fato de nossos dirigentes acreditarem piamente que os nossos últimos resultados são apenas fruto da má sorte e de interferências externas, como a arbitragem, a mudança de mandos de campo etc…

Uma série de novas práticas, dotadas de humildade e sabedoria, devem começar a fazer parte do nosso dia-a-dia.

Palavras e conceitos como governança corporativa, indicadores de desempenho de gestão, orçamento, estratégia, comunicação interna, entre outras, devem se juntar à gama de adjetivos que ilustram o nosso passado de glórias.

Furto-me à simplista e tentadora vontade de indicar novos  nomes como bodes expiatórios dos velhos males que há tanto nos debatemos.

Prefiro focar minhas energias em pensar novas alternativas e novos nomes para solucionar os problemas que minimamente conhecemos e que teimamos em negar.

Um povo de cordeiros faz um governo de lobos.

Se você ama o seu clube, se ele é parte importante da sua vida, não se afaste.

Palmeirense, o Palmeiras mais do que nunca, precisa de você! Vamos?

http://twitter.com/guirmmendes

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