Publicado por: Blog do Trio | 19/10/2011

Nossa história: Eduardo Lima

 

Nação Palestrina,

Trago a vocês texto de Fábio Robim Dean, ilustre e dedicado palestrino, que resgata páginas importantes de nossa história.

No capítulo de hoje: Eduardo Lima – “O garoto de ouro”

Nome completo: Eduardo Jorge de Lima (* 22/08/1920 + 1973)

Local de nascimento: São Paulo/SP

Estréia no Palestra Itália: 27/10/1938 – Palestra Itália 2 x1 São Paulo (amistoso)

Despedida do Palmeiras: 21/03/1954 – Corinthians de Santo André 1 x 2 Palmeiras (amistoso)

Jogos: 458 (461)

Gols: 151

Desempenho: 255 vitórias – 106 empates – 97 derrotas

Título mundial: Copa Rio (Torneio Internacional da Fifa de Clubes Campeões) em 1951

Títulos nacionais: Campeão do Brasil em 1947 e 1951

Títulos regionais: Torneio Rio-São Paulo em 1951, Taça de Campeões Rio-São Paulo em 1942, 1944 e 1947 e Torneio de Inauguração do Pacaembu (Torneio dos Campeões) em 1940

Títulos estaduais: Campeonato Paulista em 1940, 1942, 1944, 1947 e 1950, Troféu Campeoníssimo (Triangular dos Grandes Clubes) em 1942, Taça Cidade de São Paulo em 1945, 1946, 1950 e 1951, Torneio Início em 1939, 1942 e 1946 e Campeão do Primeiro Turno do Campeonato Paulista em 1939, 1942, 1944 e 1947

Títulos honoríficos: Campeoníssimo do Futebol em 1942, Campeão do Ano Santo em 1950 e Campeão das Cinco Coroas em 1950/1951

Conquistas internacionais: Torneio Quadrangular de São Paulo em 1945, Desafio Internacional de Clubes Brasil-Argentina em 1946, Torneio das Missões em 1947, Troféu Malmö em 1949, Taça Peñarol Brasil-Uruguai em 1951, Troféu México em 1952, Taça Ribeiro de Carvalho em 1952 e Taça Presidente da República em 1952

Conquistas nacionais por ano: 1939 (Taça Máquinas Tonnanin, Taça Cidade de Amparo e Taça Carlo Nicolino), 1940 (Troféu Leader Sportivo), 1941 (Taça Cavalheiro Ernesto Giuliano, Taça Lourenço Betti, Taça Alviverde, Taça Pinto de Castro, Taça Anita Pastore D’Angela, Taça Sabato D’Angelo e Taça Sudan), 1942 (Troféu Tuffy/Fried, Taça Válvula Hidra, Taça Vida Esportiva Paulista e Taça Taquaritinga), 1943 (Taça Nossa Senhora das Dores), 1944 (Taça Choque-Rei), 1945 (Torneio de Belo Horizonte, Troféu Antônio Feliciano, Troféu Tuffy/Fried, Taça Aniversário do Fortaleza de Sorocaba, Taça A Semana Inglesa e Taça A Favorita), 1946 (Troféu Rio Grande do Sul, Taça Armando Albano, Taça Nicola Avallone e Taça Nicola Mazziotti), 1947 (Taça Sete de Setembro, Torneio do Trio de Ferro, Taça Alfaiataria De Callis, Taça Comércio de Batatais e Taça A Gazeta Esportiva), 1948 (Taça de Campeões São Paulo-Bahia, Troféu Mito, Taça Otto Barcelo, Taça Comercial e Troféu Bixio Ciocci), 1951 (Taça O Esporte) e 1952 (Torneio Quadrangular São Paulo-Rio)

Dificilmente seria possível uma descrição melhor do significado de Eduardo Lima para o Palmeiras do que a feita por Fernando Razzo Gallupo, que reproduzo a seguir: “O ‘menino de ouro’ como era chamado nasceu, cresceu e eternizou-se palestrino-palmeirense. Foi, sem dúvida alguma, o maior de todos os ídolos alvi-esmeraldinos da década de (19)40. Gols, muitos gols eram a marca desse incomparável meia-atacante. Está entre os cinco maiores artilheiros da história. Decisivo e técnico, Lima encantava com seu jogo cerebral. Os adversários já tinham a certeza que suas redes seriam fatalmente visitadas por Lima. Dificilmente passava jogos sem deixar a sua marca. Viva o grande Lima, herói imortal palestrino!”.

Por seu turno, em crônica de Carmelo J. Reina para o Vida Esportiva de outubro 1942, sob o título “Salve campeão paulista de 1942!”, consta sobre o craque: “Lima: o ‘Garoto de Ouro’, o ‘motorzinho’ outro assombro, outro espantalho das defesas, o melhor meia-esquerda dos campos paulistas. Não só sabe jogar bem nessa posição como em qualquer outra onde é chamado a intervir. É – no dizer de Pimenta Neto – o cérebro e o coração do quadro Palmeirense.”.

Lima chegou ao Palestra Itália em 1938 e participou decisivamente do mais importante período da história alviverde, integrando os times popularmente conhecidos por “Campeoníssimo” (o que deu origem ao nome da revista do clube que circulava nos anos quarenta e cinquenta) e “Campeão das Cinco Coroas”, tendo jogado as épicas partidas da mudança de nome do clube em 1942 (em vinte de setembro, dia da “Arrancada Heróica”; final do Campeonato Paulista de 1942) e das finais do Campeonato Paulista de 1950 (“Jogo da Lama”) e da Copa Rio em 1951 (contra a Juventus de Turim). Isso faz desse excepcional jogador certamente um dos grandes ídolos do Palmeiras em todos os tempos.

Dono de grande habilidade (era extremamente técnico, decisivo e cerebral), podia atuar como atacante, mas sua grande vocação era a armação de jogadas no meio-campo.

Além dos inúmeros títulos (competições oficiais) e conquistas (competições não-oficiais) presentes no seu currículo (das quais sempre foi protagonista), o imortal Eduardo Lima ainda colaborou decisivamente para a manutenção da Taça dos Invictos na Sala de Troféus esmeraldina ao impedir o Sport Club Corinthians Paulista de conquistá-la em jogo válido pelo Campeonato Paulista de 1941. Segue uma nota sobre o jogo extraída de artigo elaborado por Márcio Trevisan (e por mim adaptado): “Tradicional troféu instituído pelo extinto jornal A Gazeta Esportiva, tê-lo em sua galeria era motivo de orgulho para qualquer clube. Na oportunidade, ele estava com o Palestra Itália, que tinha permanecido vinte e dois jogos sem perder no Campeonato Paulista, mesma marca atingida pelo Corinthians. Ou seja: se não perdessem a derradeira partida, ‘eles’ ainda por cima nos roubariam o cobiçado prêmio. Daí que o jogo, que nada mais valia ao Palestra Itália em termos de classificação, ganhou um ar todo especial para os alviverdes. Afinal, se vencêssemos, carimbaríamos a faixa ‘deles’, impediríamos que a conquista estadual fosse obtida de forma invicta e, ainda por cima, manteríamos a Taça dos Invictos. Certamente foi por estas razões que nossa equipe jogou como se a vitória valesse um título mundial. Perfeito taticamente, o Palestra envolveu o Corinthians por completo e, com um gol em cada tempo, venceu por 2 a 0. Ao final da partida, o gostinho de ter impedido a conquista corintiana de forma invicta e a manutenção do famoso troféu em nossa galeria valeram quase tanto quanto um título.”.

Outra importante passagem de Lima se deu na vitória sobre o Boca Juniors no começo de 1948 (pouco depois da conquista do sexto campeonato brasileiro em 1947), única derrota do time argentino naquela excursão pelo Brasil.

 Por fim, o extraordinário craque só não disputou uma Copa do Mundo porque nenhuma pôde ser realizada no auge da sua carreira (década de quarenta) devido à Segunda Guerra Mundial. Porém, pela seleção brasileira, foi campeão da (à época importante) Copa Rocca em 1945.

 

guilherme.mendes@blogdotrio.com.br

http://twitter.com/guirmmendes

 

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Responses

  1. Eduardo Lima, para mim, o maior, o mais devotado jogador do Palestra/Palmeiras. Mais que ninguém, merecia uma estátua no Parque Antartica.


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