Publicado por: Blog do Trio | 17/10/2011

Tudo não passou de ilusão…

Nação Palestrina,

Escrever algum comentário sobre os jogos do Palmeiras é uma tarefa fácil e, ao mesmo, tempo, dificílima.

Fácil, porque nos bastaria repetir o último artigo, somente substituindo o nome do adversário e o placar, e dificílima, pois não mais encontramos justificativas plausíveis para o momento que vivemos.

Até certa altura do campeonato, se nosso ataque era inoperante, servia-nos de consolo a solidez apresentada pela defesa que foi a responsável pela maioria dos pontos conquistados no primeiro turno do campeonato.

No entanto, neste segundo turno, a despeito de o ataque continuar inoperante nossa defesa, por razões que não entendemos, tem falhado seguida e bisonhamente, muito embora os jogadores e o esquema tático sejam praticamente os mesmos.

No jogo de hoje os dois gols tomados foram idênticos. Bola nas cotas dos laterais; cobertura atrasada e os zagueiros marcando a bola ao invés do adversário. Não fossem, ainda, duas ou três defesas realizadas por Deola ainda no primeiro tempo e o desastre seria maior.

O gol de empate – através de pênalti inexistente, diga-se de passagem – causou-nos a falsa impressão de que poderíamos virar o placar, mas os erros de sempre – falta de penetração, ausência de jogadas de linha de fundo, falha na finalização e incompetência generalizada de nosso ataque – frustraram a sonhada reação.

No que tange a este ano nada mais há a esperar a não ser o término do campeonato e a torcida para que aqueles times que se encontram na zona de rebaixamento continuem não pontuando, o que, por sorte, vem ocorrendo. Fosse outra a situação nosso temor seria maior !

Quanto ao ano vindouro, a despeito dos responsáveis pelo clube insistirem nas costumeiras promessas de final de ano, sinceramente, esperamos (e a esperança é a última que morre) a formação de um time muito melhor do que o que aí está.

Nossa descrença, no entanto, não advém de falta confiança nos responsáveis pelo clube mas, sim, de razões concretas e objetivas para se acreditar que algo de novo acontecerá.

É público e notório que o Palmeiras atravessa gravíssima situação econômica, não dispondo dos meios necessários à contratação de grandes jogadores capazes de mudarem o atual panorama.

Nessa situação, somente uma parceria nos moldes da Parmalat nos propiciaria os recursos necessários à montagem, num curto espaço de tempo, de um grande time que conseguisse reverter a situação em que nos encontramos há duas décadas.

Mas, infelizmente, tais parcerias não existem mais, tanto em relação a times que se encontram num momento muito melhor do que o nosso e, principalmente, em relação àqueles que, há anos, não ostentam uma postura vencedora, visto que foram substituídas pelos empresários cujos objetivos são diversos daqueles dos clubes.

O problema é mais grave, pois mesmo que se encontrassem empresas dispostas a investir grandes somas nos clubes, entendemos que, atualmente, seria muito mais difícil a formação de um grande time como ocorreu na década de 90.

Ainda que os recursos fossem abundantes o cenário nacional é pouco animador. Aqueles jogadores que apresentam algum talento, precocemente são transferidos para o exterior e os clubes nacionais não têm condições de competir com os gigantes europeus.

Por outro lado, mesmo com dinheiro em caixa, onde encontrar, hoje, no futebol brasileiro, talentos como Roberto Carlos, Edmundo, Evair, Rivaldo, César Sampaio, Zinho, Mazinho e outros contratados na década de 90 ? Simplesmente, não há !

De tal fato decorre que, face à ausência de verdadeiros craques, mesmo com recursos, no curto prazo conseguir-se-ia formar apenas um time certamente melhor do que o nosso atual mas, jamais, um time que pudesse durante um certo período de tempo apresentar bons resultados.

O futebol apresentado por todos os postulantes ao título brasileiro que se encontram nas primeiras colocações, cujos plantéis são recheados de alguns bons jogadores, mas de nenhum craque, somente vem confirmar nossas impressões.

Assim, entendemos que o Palmeiras não alterar, profundamente, sua política do futebol, passando:

a) pela reestruturação das categorias de base, com a contração de comissão técnica com vasto currículo e que fosse apta à formação de novos jogadores que, em sua imensa maioria deveriam pertencer ao clube;

b) pela contratação de jovens jogadores que permanecessem por alguns anos no clube para, no futuro, oferecer algum retorno financeiro,

c) pela manutenção de uma comissão técnica no departamento profissional por longo período;

d) pela valorização dos pratas da casa;

e) pela equação das receitas e das despesas,

f) pelo estabelecimento de uma política salarial adequada à realidade nacional e que fosse rigidamente cumprida e

g) pela profissionalização dos principais quadros diretivos do clube.

Sem isso, sinceramente, não vemos perspectivas de grandes alterações no panorama atual.

Referidas mudanças são urgentíssimas ! Nosso Palmeiras não resistiria a outra década igual às últimas !

Avanti! Ao trabalho!

guilherme.mendes@blogdotrio.com.br

http://twitter.com/guirmmendes

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: