Publicado por: Blog do Trio | 13/10/2011

Um fio de esperança!

Nação Palestrina,

Depois do episódio ainda não explicado totalmente da agressão sofrida por nosso atleta João Vitor na terça-feira passada novo terremoto sacudiu o Palmeiras.

Referimo-nos ao desdobramento da crise infindável que culminou com o afastamento de Kleber que, segundo notícias veiculadas, não mais jogaria pelo clube.

Como de costume – fato que, infelizmente, se tornou marca registrada do Palmeiras nas últimas décadas – as poucas explicações dadas são confusas e contraditórias.

Abstendo-nos de comentar as questões internas do clube que culminaram com o referido afastamento – visto que jamais se saberá, realmente, o ocorrido na noticiada reunião havida entre Felipão, membros da Diretoria e de torcidas uniformizadas e lideranças do plantel, Marcos, Marcos Assunção, Maurício Ramos e o próprio Kleber – limitar-nos-emos a analisar o único fato tido como concreto, ou seja, o anunciado afastamento do atleta.

Sempre nos mostramos contrários – salvo raríssimas exceções – à recontratação pelos clubes de ex-atletas que, na maioria das vezes., por inúmeras razões que aqui não cabem ser analisadas, não conseguem reeditar o sucesso anteriormente obtido na agremiação.

Os casos atuais e específicos de Valdívia e de Kléber somente vêm confirmar nosso posicionamento.

Além de jamais haverem reeditado a qualidade técnica anteriormente apresentada, ambos, no retorno ao clube, primaram pelo envolvimento em episódios – noitadas, contusões misteriosas, convocações para seleção, questões salariais – que, em nada, contribuiriam para a união do elenco e para o sucesso do clube.

Entendemos que o clube perdeu excelentes oportunidades – caso os valores envolvidos realmente cobrissem as quantias despendidas com a contratação dos mesmos – de negociá-los.

Cremos que um elenco mais coeso – tanto no interesse e na determinação em defender as cores do clube, quanto mais homogêneo na questão salarial – traria melhores resultados do que aqueles que vêm sendo apresentados pelo Palmeiras.

Aqueles que têm um mínimo de vivência no mundo do futebol – para não dizer no seu submundo – sabem que o primeiro aspecto a fomentar a discórdia e a divisão de um elenco é a existência de um grande desnível salarial e a concessão de privilégios a determinados atletas marcas que, infelizmente, vêm caracterizando nossa agremiação ultimamente.

Como já se fala em reformulação e na montagem de novo elenco com vistas a 2.012, cremos que tais premissas deveriam pautar a conduta do clube a fim de que erros do passado recente não se repitam.

Some-se a isso – o que é bom sempre se ter em mente – a precaríssima situação econômica em que o clube se encontra, sendo certo que somente poderá voltar a contar com jogadores de primeira grandeza quando conseguir readequar suas despesas às receitas obtidas.

Falando especificamente do jogo contra o Flamengo o mesmo somente veio reforçar as ideias até aqui expostas.

Jogando com um time determinado e mesmo contando com inúmeros desfalques merecíamos ter vencido o jogo, uma vez que, além de termos criado inúmeras oportunidades reais de gol, o tento do Flamengo fora consignado em notório impedimento.

Cabe aqui, ante a passividade com que o time aceita certas situações de jogo, uma digressão.

Há tempos temos defendido a tese de que o Palmeiras, retomando uma tradição de sucesso do passado deveria procurar no mercado sulamericano – em especial na Argentina e no Uruguai – um atleta já rodado, experiente em competições internacionais e que possuísse como principal característica, além de habitual raça, espírito de liderança de modo a que pudesse assumir a defesa dos interesses do time no decorrer dos jogos em situações como lances duvidosos, expulsões indevidas, gols validados e/ou anulados incorretamente que se mostrassem contrárias aos nossos interesses, uma vez que sempre aceitamos, passivamente, tais situações.

Para os mais novos que não viram Luiz Pereira e Dudu jogarem dizemos que após o término da carreira de ambos jamais tivemos jogadores com tais características, muito embora Evair, Edmundo, Antonio Carlos e até Muller, em determinadas situações, de uma certa forma tenham tentado desempenhar tais funções.

Os mais velhos, certamente, se lembrarão da enorme contribuição dada ao clube por jogadores do quilate de Maidana, Perez, Gallardo, Artime, Madurga e, mais recentemente, Arce.

Quanto ao jogo em si notamos que, além dos sempre efetivos Deola e Marcos Assunção, atletas como Cicinho, Chico, Henrique e Maicon Leite, dentro do atual estágio do futebol brasileiro em que o nivelamento é a regra, poderão no futuro apresentar um futebol compatível e condizente com a grandeza e tradição do Palmeiras, visto que não ficam a dever nada em relação aos atletas dos times que atualmente disputam o título.

Muito embora tenhamos tido uma atuação boa em relação às últimas apresentações, em termos de pontuação, continuamos preocupados, uma vez que os seguidas empates nos mantém estagnados na tabela.

guilherme.mendes@blogdotrio.com.br

http://twitter.com./guirmmendes

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