Publicado por: Blog do Trio | 01/03/2011

Agora é oficial!

Nação Corinthiana,

O que todos nós já sabíamos foi endossado hoje pela FIFA: o estádio do Corinthians será um dos palcos da Copa do Mundo de 2014.

Crédito: Reprodução/FIFA.com

Mais do que isso, a entidade máxima do futebol retirou o estádio do Morumbi da lista de arenas que serão utilizadas na competição.

Na prática, nada mudou, visto que a futura arena corinthiana já havia sido anunciada como o local da abertura da Copa.

A questão reside agora em tirar do papel o projeto em tempo hábil para sediar a Copa das Confederações em 2013.

Orçada atualmente em R$ 600 milhões, a obra não possui previsão oficial para seu início.

Antes de mais nada, o projeto será submetido a uma readequação para se adequar integralmente às exigências da FIFA, que enumerou mais de 100 falhas na maquete inicial.

Outra questão a ser solucionada para o estádio do Timão diz respeito a sua viabilidade financeira.

A exemplo do ocorrido nos demais projetos da Copa, o BNDES já aprovou uma linha de crédito de R$ 350 milhões para a construtora Odebrecht iniciar a obra.

Além disso, a arena alvinegra foi incluída em um programa de incentivos fiscais previsto em lei, por ser peça fundamental no desenvolvimento da Zona Leste paulistana.

Não obstante, o presidente Andrés Sanchez busca junto à FIFA um pool de investidores privados para ajudar a financia a construção do estádio, cuja capacidade foi ampliada para 65 mil espectadores em função da Copa do Mundo.

Muitos são os esforços, em todas as esferas, para que a cidade de São Paulo esteja bem representada e seja capaz de realizar a abertura do torneio de maneira satisfatória.

Porém, com tantas questões pendentes, será que vai dar tempo de finalizar a obra do estádio, que ainda nem começou?

Estaremos de olho!

fabiosallum.blogdotrio@gmail.com

http://twitter.com/FabioSallum

http://www.formspring.me/FabioSallum

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Responses

  1. Era uma estádio muito engraçado,

    Não tinha teto, não tinha nada

    A Copa não vai ser nele não

    Porque no panetone não tinha aprovação,

    O Copa não podia acontecer nele,

    Porque no Morumbixa não vai sede

    Domingo tinha sao paulino nadando no xixi

    Porque penico não tinha ali

    É tão bom ver os bambis em desespero,

    na rua dos bobos numero zero.

    Fábio Sallum: Hehehe!

    Muito bom o versinho, Diogo!

    Abraços!

  2. Pois é Fábião… agora parece q a bagaça vai… tempo habil os caras têm se tomar por base q o Maracanã feito em 1948/49 levou 2 anos para se erguer naquela época… o problema é agilizar a burocracia do próprio e principalmente com relação à infra-estrutura da região ao redor do estádio q ao meu ver foi muito bem escolhida…
    véio, vc ficou sabendo alguma coisa sobre venda do nome do ct? parece q eu ouvi um zumzumzum…
    sei não mas o Timão vai me animar de novo hein… já melhorou muito inclusive na vontade de jogar bola… só q com o Tite tá dificil…
    abração
    vai corinthians!!!!!!!!!!!

    Fábio Sallum: Wagnão, acredito que a burocracia não será o problema.

    O estádio vai sair desta vez, mas se dará o início das obras, afinal?

    Sem dúvida ele pode ficar pronto em dois anos.

    Mas, para sediar a Copa das Confederações, deve ser entregue no primeiro semestre de 2013.

    Ou seja, o início deve ser imediato!

    Quanto à venda do “naming rights” do CT, não tenho nenhuma informação.

    Acredito que o Timão tem plenas condições de levar esse Paulistão.

    Parece que o Tite está finalmente acertando a equipe.

    Abraços!

  3. Parabéns, mais uma vez o tal do “jeitinho brasileiro” entra em cena. Mas tenho algumas duvidas, poderia me explanar? Primeiro: Se o BNDES só aprova a linha de crédito e libera o dinheiro (processo que leva pelo menos 4 meses), com o projeto final em mão, com as garantias financeiras para todo o projeto, como este mesmo orgão já pode ter aprovado os 350 milhões, se nem o projeto final existe ainda, quem dirá as garantias? Segundo, o Andres, quando do anuncio do estadio, disse que ja tinha os investidores para o projeto de 48 mil pessoas sem que fosse necessário BNDES, ou qualquer outro orgão estatal e, que se fosse ampliar, que o Corinthians não iria colocar dinheiro nenhum. Hoje ele precisa de dinheiro não somente para a ampliação como para o estádio todo. O que aconteceu com os investidores que bancariam o estadio, sumiram? Não seria preciso somente os 200 milhões para ampliação que poderia ser conseguido junto ao BNDES? Terceiro, os dutos da petrobrás ja foram removidos? Pelo que sei, as obras só podem começar a partir do momento em que a questão dos dutos estiver resolvida. Por mais que apenas desviem os dutos para um terreno adjacente, isso levaria somente um mês? E por ultimo, o estádio não seria contruido com dinheiro privado? Não criticaram o Morumbi por receber o financiamento do BNDES dizendo que era dinheiro publico e tudo mais. O que me diz da transferência de renda publica que o governo fez através dos impostos? Não é dinheiro público também? E o financiamento do BNDES, não é dinheiro publico? Uma estatal bancando a mudança, não é dinheiro publico? Pois é, mesmo com todos esses questionamentos (fora tantos outros que não fiz aqui) para um estadio que não existe nem na maquete, o estádio está aprovado. Como disse no começo, é o “jeitinho brasileiro” de se organizar uma copa. Vergonha, nada mais.

    Fábio Sallum: Rafael, a questão é um tanto mais abrangente.

    O BNDES fez uma linha de crédito especial para a Copa do Mundo, a qual será utilizada por todas as praças-sede.

    Quem fez o empréstimo foi a Odebrecht, e não o Corinthians.

    A construtora irá comercializar os “naming rights” da arena, que viabilizarão o mutúo.

    A critica em relação ao Morumbi era a de que o empréstimo seria concedido diretamente ao clube, o que poderia gerar um precedente perigoso.

    Além disso, o estádio já havia cedido todas as cotas de patrocínio possíveis, o que impossibilitaria ao São Paulo conseguir outros investidores privados para a obra.

    Em relação aos dutos da Petrobrás, os mesmos já foram desativados pela estatal e não apresentam riscos à obra.

    Os incentivos fiscais serão realizados em todas as esferas da organização da Copa, não somente em relação à construção dos estádios.

    Eles possuem previsão legal e se baseiam no desenvolvimento e na geração de empregos que uma obra dessas pode trazer para a região.

    A questão no caso é moral: em um país com inúmeros problemas sociais, devemos gastar tanto dinheiro com um evento assim?

    Não deveríamos redirecionar essas quantias para educação, saúde, segurança, etc?

    Sim, mas o Brasil optou por organizar uma Copa do Mundo. E, infelizmente, todos pagaremos a conta.

    Abraços!

  4. Fabio

    Me desculpe, mas não concordo com o que vc disse e algumas coisas são inverdades.

    Sim, o BNDES fez a linha crédito, mas isso não quer dizer que está automaticamente aprovado. Seja o Corinthians, a construtora ou o Papa que esteja pedindo o crédito, ele ainda deverá ser aprovado. E para a aprovação é necessário o projeto final e aprovado pela FIFA, e das garantias financeiras. Se a garantia é o naming rights, o corinthians ainda não conseguiu vender por um valor que atinja o necessário. Fora a ampliação para 65 mil pessoas. E o corinthians não tem o projeto final, as garantias e os recurso para a ampliação. Ou seja, se for aprovado o financiamento como está hoje, é o tal jeitinho brasileiro entrando em ação.

    Sobre o Morumbi, como pode não ter mais cotas de patrocinio se está viabilizando a cobertura (parte mais cara da obra) e toda a reforma com patrocinios já que perdeu o direito ao financiamento do BNDES. Financiamento este que não seria feito direto ao clube como você diz, mas a Camargo e Correia, construtora que seria responsável pelas obras.

    Os Dutos ainda não foram desativados como você diz (só ver o blog do perrone uol). Ao contrário. No plano de mudança desses dutos que passam por São Paulo, o de itaquera seria desativado somente em 2014. A ideia é desviar os dutos para um terreno adjacente (mais uma vez o jeitinho brasileiro, ja que teremos o custo do desvio e depois o custo da desativação), mas isso não quer dizer que foram desativados.

    Ao ser anunciada a Copa no Brasil, o Ricardo Teixeira disse que seria a copa da iniciativa privada. Por mais que sejam legais esses incentivos, não condiz com o que foi anunciado. Concordo que deveriam ser concedidos para as obras de infraestrutura, mas dai a ser usado (mais uma vez o jeitinho brasileiro) no estádio que for, é fazer o povo de otário dizendo que esses incentivos fiscais não é dinheiro publico na construção das arenas.

    E uma coisa que não me respondeu (não que tenha obrigação):

    Cade os investidores que existiam antes de ser anunciado como estadio para a Copa? Se eles realmente existissem, hoje as obras ja teriam começado, pois o corinthians precisaria “apenas” dos 200 milhões para ampliação, o que seria muito mais facil. Isso só prova que o Andres Sanches se aproveitou da copa para ganhar seu estádio.

    Só pra ficar claro, prezo sim que o Corinthians tenha seu estádio, até torço para tal, mas da forma que estamos vendo é vergonhoso.

    Abraços

    Fábio Sallum: Rafael, em relação aos dutos, a informação que recebi no clube foi a de que os mesmos já haviam sido desativados.

    De qualquer modo, podemos ver pela resposta da Transpetro que a questão está próxima de uma solução.

    Quanto aos investidores, é preciso visualizar dois cenários: o de um estádio exclusivamente para uso do Corinthians, com capacidade para 40 mil pessoas; um estádio com padrão FIFA para a Copa do Mundo, com capacidade para 65 mil pessoas.

    São obras diferentes e, por isso, atraem gamas diversas de investidores.

    O projeto do Corinthians, em um momento inicial, não previa a participação na Copa do Mundo.

    A mudança no projeto exigiu que novas políticas fossem adotadas para permitir sua viabilidade.

    Abraços!

  5. Pois é Fabio,
    Acho interessante como a cultura brasileira corrompe os princípios… Você, o Citadini e tantos outros que condenavam à exaustão o uso de recursos públicos no Morumbi, agora justificam o anúncio oficial de injeção de recursos pelo prefeito.
    O que eu vejo é que as pessoas criticam tanto os nossos parlamentares em Brasília não por condenar o que eles fazem, mas por estarem de fora da farra. Isso é triste por ser tão abrangente.

    Só que tem tanta coisa errada nessa obra que a construção poderá ser postergada e embargada tantas vezes que não ficará pronta nem em 10 anos. É por isso que não aparecem investidores.

    Não tem estudo de impacto ambiental e se for fazer, demora em torno 2 anos. Nem tem previsão de impacto no trânsito da região, que recentemente atrasou a liberação das torres da W Torres na avenida JK…
    Mudar os oleodutos de lugar, além do estudo impacto ambiental do novo local, demanda outros estudos bem mais complexos porque envolve passar líquido inflamável próximo à regiões muito populosas. E esses terrenos serão doados, de novo, pela prefeitura, o que também poderá ser questionado.
    O Corintians perdeu a posse do terreno por não cumprir o prazo de construção (que expirou em 1992) e precisa fazer acordo para “re-ganhar” a área.

    Enfim, qualquer promotor pode ( e tem a obrigação de) contestar essas irregularidades. E mesmo que o promotores não se movam, uma infinidade de cidadãos poderão entra com ações, lesados que estão sendo pelo seus representantes.
    Você, como advogado, deve conhecer bem essas leis ou, se forem fora da sua especialidade (que desconheço), pelo menos deve ter uma boa noção da importância delas. Não dá para simplesmente chamar de burocracia. Não acha?

    Fábio Sallum: Jair, o terreno de Itaquera foi concedido ao Corinthians há décadas para a construção de um estádio.

    Todo o estudo de impacto ambiental já havia sido realizado à época.

    Infelizmente, o tempo passou e faltou competência às gestões anteriores para concretizar a obra.

    A região se modificou bastante, mas será necessário apenas um ajuste no estudo sobre o impacto no local.

    Caso exista alguma irregularidade, qualquer cidadão tem o direito de buscar as autoridades e solicitar esclarecimentos a respeito da obra.

    A única questão que se encontrava pendente – e já foi sanada – dizia respeito à concessão do terreno.

    Não estamos falando aqui em injeção de recursos pela Prefeitura de São Paulo ou por outra esfera do poder público.

    Os ditos incentivos fiscais foram concedidos – baseados em lei, diga-se de passagem – pois a construção do estádio vai trazer desenvolvimento e uma série de melhorias a uma região que foi esquecida pelas autoridades e pela iniciativa privada.

    Abraços!

  6. Fábio,

    O que vcs tão construíno em Itaquera não vai ser um Estádio, mas sim um Conjunto Habitacional.

    Fábio Sallum: João, conjunto habitacional é o que não falta em Itaquera.

    Esperamos que a população desta querida região tenha plenas condições de ver o Timão jogar em seu estádio.

    Abraços!

  7. Fábio, parabéns pele esclarecimento dado ao Rafael, essa resposta vem a calhar num momento que aparecem os “fiscais da fazenda” por todo lado.
    Nem é o caso do Rafael, mas principalmente da mídia formadora de opinião. É interessante como essas pessoas, agora, tão preocupadas com o que será investido no estádio do Corinthians, estão mudas quando a questão é o dinheiro que será gasto no entorno do Morumbi, na ordem de R$4,5 bilhões, dinheiro sufienciente para se construir 4 fielzões (sim já estou dando uma superfaturada na obra).
    Mais legal ainda é que segundo o próprio presidente tricolor, Juvenal Juvêncio, aquela região é rica e totalmente estruturada, com hospitais, avenidas, escolas e etc., coisa de primeiro mundo.
    Pergunto, então pra que tanto dinheiro lá? Cadê a midía tão preocupada com a gastança pública? E os defensores do bom uso do érário? Ah, estão todos em Itaquera.

    Fábio Sallum: Pois é, David.

    O Corinthians e o poder público possuem uma dívida histórica com Itaquera, que poderia ser muito diferente caso um estádio tivesse sido construído na região décadas atrás.

    É uma região que precisa de investimentos sólidos e que terá muito a ganhar com a geração de empregos.

    Já a região do Morumbi certamente não precisa disso.

    Abraços!

  8. Fábio,

    O que vocês tão construindo em Itaquera não vai ser um Estádio, mas sim um Complexo Habitacional…chora gambazada!

    Abs

    João Vitor

    Fábio Sallum: Será que são os corinthianos que estão chorando agora, João?

    Abraços!

  9. Quando os investimentos e beneficios (estes que serão dados ao Corinthians e arredores ) eram para o morumbi… tudo ótimo, lindo, maravilhoso !!

    Como vai ser para o Corinthians, não pode, é roubo, é um absurdo !!!!

    Todos os estadios para a copa estão recebendo beneficios do governo ou prefeituras…

    Mas só falam do Corinthians !!

    Quanta hipocrisia !!

    Fábio Sallum: Hipocrisia é o que não falta quando se trata desse assunto, João!

    Abraços!

  10. Fabio,

    Como é que foi foi feito o EIA/RIMA sem nem existia projeto do estádio? Como é possivel dimensionar o impacto se nem a capacidade do estádio foi definida até hoje? Existe uma grande diferença, por exemplo, na geração de esgoto/lixo se a capacidade pular de 45 mil para 60 mil pessoas.
    Não se sabe, sem projeto o tamanho da área impermeabilizada. Como é possivel o EIA/RIMA saber se há vazão para a agua captada?
    Mesmo que tivesse sido feito esse estudo ambienntal, o que duvido muito, que teria valor um estudo feito para 18 anos atrás? Nesse período a realidade em torno do empreendimento mudou bastante.

    Se a lei não for atropelada, o estádio não sai em 2 anos de forma alguma.
    Sei disso porque estou construindo um casa no momento. Algo muito mais simples, pois é uma obra de 250 metros quadrados. Existe uma infinidade de certidões, permissôes e alvarás que precisam ser obtidas, sendo que algumas dependem de outras terem sido emitidas anteriormente e, invariavelmente demoram de semanas à meses. Da decisão de construir, passando pela aprovação do projeto até a implantação do canteiro de obras correram cerca de 13 meses. E minha obra é simples. É uma casa térrea, residencial. Imagine a quantidade de plantas que devem ser necessárias à construção de um estadio… Imagine o que será avaliar plantas elétricas, hidráulicas, estruturais…. Não tem como fazer isso rapidamente sem passar por cima do bom senso e da lei.

    Obs.: Não obtive nenhum incentivo fiscal para meu “empreendimento”. Pelo contrario, pago impostos que passam de 40% dependendo do material que compro.

    Por outro lado, se

  11. Fabio,

    Como é que foi foi feito o EIA/RIMA sem nem existia projeto do estádio? Como é possivel dimensionar o impacto se nem a capacidade do estádio foi definida até hoje? Existe uma grande diferença, por exemplo, na geração de esgoto/lixo se a capacidade pular de 45 mil para 60 mil pessoas.
    Não se sabe, sem projeto o tamanho da área impermeabilizada. Como é possivel o EIA/RIMA saber se há vazão para a agua captada?
    Mesmo que tivesse sido feito esse estudo ambienntal, o que duvido muito, que teria valor um estudo feito para 18 anos atrás? Nesse período a realidade em torno do empreendimento mudou bastante.

    Se a lei não for atropelada, o estádio não sai em 2 anos de forma alguma.
    Sei disso porque estou construindo um casa no momento. Algo muito mais simples, pois é uma obra de 250 metros quadrados. Existe uma infinidade de certidões, permissôes e alvarás que precisam ser obtidas, sendo que algumas dependem de outras terem sido emitidas anteriormente e, invariavelmente demoram de semanas à meses. Da decisão de construir, passando pela aprovação do projeto até a implantação do canteiro de obras correram cerca de 13 meses. E minha obra é simples. É uma casa térrea, residencial. Imagine a quantidade de plantas que devem ser necessárias à construção de um estadio… Imagine o que será avaliar plantas elétricas, hidráulicas, estruturais…. Não tem como fazer isso rapidamente sem passar por cima do bom senso e da lei.

    Obs.: Não obtive nenhum incentivo fiscal para meu “empreendimento”. Pelo contrario, pago impostos que passam de 40% dependendo do material que compro.

    Fábio Sallum: Nós realmente esperamos que nenhuma lei seja atropelada, nem que seja cometida qualquer irregularidade.

    É justamente em razão destas questões que resta a pergunta: será que vai dar tempo?

    Abraços!

  12. Para variar, já existe um culpado pelos momentos conturbados por que passa o futebol brasileiro: o Corinthians.

    A inveja que a grandeza e o carisma corinthiano provocam faz com que o time da Fiel seja habitualmente escolhido como o bode espiatório dos males do meio futebolísticos ou além (já pensaram se, por acaso, fosse o Corinthians, e não a Juventus de Turim, a ser 10% de propriedade do ditador líbio Muammar Kadhafi? Provavelmente grande parte da imprensa brasileira estaria histériica, instando o Conselho de Segurança da ONU a decidir por uma intervenção armada no Parque São Jorge…).

    Em síntese, o caso que rivaliza com a convulsão líbia no noticiário brasileiro diz respeito a uma disputa Globo x Record pelos direitos de transmissão do futebol pentacampeão do mundo.

    Pode-se apontar como pontapé inicial dessa disputa a eleição para a direção do Clube dos 13, ocorrida em abril de 2010, que terminou com a reeleição de Fábio Koff, derrotando o candidato Kléber Leite, apoiado pela CBF ( CBF coligada há tempos com a Globo; CBF e Globo que são os dois grandes bastiões do carioquismo, lutando contra uma inexorável decadência da importância e da influência da Cidade Maravilhosa, determinada pela perda da condição de capital federal para Brasília, em 1960).

    O principal cabo eleitoral de Fábio Koff foi o presidente do SPFC, Juvenal Juvêncio. A posição do presidente sãopaulino provocou muitas interrogações, pois ele abandonava a confortável condição de então aliado da CBF , “comprando briga” com a entidade e trazendo riscos para a então consolidada candidatura do Morumbi a estádio de abertura da Copa 2014 (com os conhecidos resultados fulminantes das pretensões sãopaulinas…).

    Hoje, parece claro: por trás da então surpreendente posição do folclórico presidente sãopaulino estava Julio Casares – dublê de expoente do departamento de marketing do SPFC e de integrante da alta cúpula diretiva da Rede Record.

    À parte a conhecida arrogância de Juvenal Juvêncio, bem como algumas de suas atitudes e posturas que dão a impressão de adotadas em estado de alteração psíquica por alguma substância química, surge cristalina a explicação de que o dirigente sãopaulino acabou sendo induzido, por Julio Casares, a apoiar um candidato que seria mais interessante para a Record no momento da renovação do contrato de transmissão televisiva, Fábio Koff, do que o globalizado candidato apoiado pela CBF, Kléber Leite.

    Pela Record, Julio Casares e Juvenal Juvêncio colocaram em risco, e terminaram por prejudicar, o São Paulo.

    Voltando ao Corinthians: onde é que o time da Fiel entra nisso tudo? Pode-se dizer que no começo de 2009, quando da realização de mais um clássico contra o São Paulo, no Morumbi. Rompendo um acordo tácito de décadas, o São Paulo decidiu levar às últimas consequências sua condição de mandante da partida e dono do estádio, destinando apenas uma pequena quantidade de ingressos (cerca de 10% do total) para a imensa torcida corinthiana. A decisão sãopaulina foi anunciada em tom de deboche e de provocação aos “sem estádio” corinthianos. Para piorar, os corinthianos ficaram confinados em uma parte do estádio criminosamente concebida, assemelhada a uma arapuca, o que resultou em impressionante incidente com dezenas de feridos, alguns em estado grave.

    A partir daí, o Corinthians parece ter despertado de décadas de letargia frente a desrespeitos, maledicências e insultos. O Corinthians parecia um gigante subjugado, um King Kong acorrentado, explorado e humilhado. De repente, o desrespeito ultrapassou todos os limites. O gigante se ergueu. Arrebentou as correntes. Urrou. Todos se surpreenderam, e parecem cada vez mais assustados com a força que esse gigante passou a demonstrar que tem.

    Deixando a expressividade dessas imagens de lado, o que acontece é que o Corinthians passou a reivindicar papel compátivel com o seu real poderio nas coisas do futebol brasileiro. O sucesso nesse intento pode ser creditado, em grande parte, a dois fatores: primeiro, os laços estreitos que ligam o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, ao até há pouco presidente do Brasil, o superprestigiado Lula; segundo, e principal, a esperteza maquiavélica do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que trouxe para perto de sí, e de sua causa (e da Globo), o poderoso, ressentido e subrepresentado (nas coisas do futebol brasileiro) Corinthians.

    Concluindo, quem começou essa bola de neve, quem abriu essa caixa de Pandora, foi o São Paulo, defendendo interesses menos seus e muito mais da Record. Ao final da atual tormenta, chegaremos a um novo cenário do futebol brasileiro. Um cenário que afigura-se de maior compatibilidade entre a quantidade de cifrões e a real grandeza dos clubes. De maior justiça, portanto, do que o atual cenário.

    Não haverá, por fim, nenhum “culpado” por todo o ocorrido. Haverá, sim, um errado: o SPFC, que perdeu o Morumbi na Copa 2014 e terá desgastado sua imagem, devido a um mix de soberba e de ingenuidade, expresso através de seu atual (até quando?) presidente, Juvenal Juvêncio.

  13. Xará, é dificil discutir em relação ao estádio de itaquera c/ são paulino, eles estão informados de tudo, sabem de tudo, mais até q a diretoria do clube e da construtora.
    Em relação aos dutos, parece q ainda não foram desativados, mas esse assunto nem deveria ser discutido por torcedores, pois não conhecem a “matéria”, logo falam o q não sabem. Os sãopaulinos (sempre eles) perrone e fernando sampaio falaram besteira. Se p/ desviar 2 dutos, por aproximadamente 2 ou 3 km vai custar $100 milhões, qto a transpetro vai gastar p/ substituir toda a malha de dutos de sp? Bilhões? meu amigo, as pessoas não tem nem idéia de qtos dutos há no sobsolo do estado de sp. São milhares de km, interligam cubatão, abc, interior, e outros estados. São centenas de dutos, e essa malha está sendo substituída pela transpetro, são tantos q vai levar até 2014 p/ ser concluído.
    E por último, p/ desativar um duto basta confeccionar um novo em outro trajeto, enquanto isso o duto antigo continua operando, e não impede o inicio das obras do estádio, afinal, p/ trocar o azulejo do seu banheiro é necessário desativar o sistema hidraulico? lógico q não, basta ter conhecimento da “planta” do imovel, no terreno é igual, basta saber onde passa os dutos. P/ interligar um duto novo em um antigo não precisa nem reitra-lo de operação, hoje isso pode ser feito c/ o duto operando. E depois nem precisa remover o duto desativado, basta inertiza-lo, ao não ser q ele esteja atrapalhando na construção, e p/ remove-lo é simples, leva mais tempo p/ serviços de escavação.
    Posso descrever tudo isso por q trabalho no ramo petroquimico, em empresas intimimante ligada a petrobras, transpetro e odebrecht, ambas são sócias nesse setor, portanto meu amigo posso garantir q os dutos não são problemas p/ empresas q são parceiras.

    Fábio Sallum: Xará, obrigado por ajudar a esclarecer a questão.

    O que vemos a cada dia é que, na internet, as pessoas são especialistas em tudo.

    Especialistas em estádio, então, é o que não falta.

    Abraços!

  14. Claro, com o governo federal entupindo rios de dinheiro, até a Rua Javari virava sede da copa….
    Sou Corinthiano… Mas tenho vergonha de como esse estádio será erguido… Nojo…
    Todos vcs que estão “comemorando” essa “vitória”, deveriam se envergonhar… Estão jogando o nome do nosso Coringão na lama, na lata do lixo… E vcs não conseguem enxergar isso….
    Acordem…….
    Thomas Turbano

    Fábio Sallum: Thomas, eu sei que estão querendo fazer com que nosso nome fique igual ao dos são-paulinos, que tiveram o estádio construído com muita ajuda do poder público.

    Mas com o Corinthians será diferente.

    Abraços!


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