Publicado por: Blog do Trio | 20/12/2010

5 anos do Tri!

Nação Tri-Mundial,

Parece que foi ontem!

Mas no sábado comemoramos o quinto aniversário do Tri Mundial, conquistado contra o Liverpool.

Toda a nação Tricolor jamais esquecerá aquela manha de domingo.

O Liverpool era mais que favorito.

Tinha um elenco recheado de craques. Havia vencido a Champions de forma emocionante. Tinha um treinado considerado de ponta na Europa. Nas semi-finais passeou para cima do Saprissa (Costa Rica) vencendo por 3×0, e, principalmente, jogando um belíssimo futebol.

Já o São Paulo não tinha nenhum craque renomado. Seu treinador era contestado até mesmo aqui dentro do Brasil.

Mas o São Paulo tinha um único grande diferencial. Era formado por um time, um elenco de verdadeiros guerreiros, capitaneados por um Rogério Ceni simplesmente obcecado por conquistar o mundo com seu time de coração.

E aí meu amigo. Quando o coração, a raça entram em campo, não há “Gerrards” ou “Rafa Benitez” que segurem.

E o resultado todos já sabem! 

Tricolor Campeão!

E para comemorar a data, Diego Lugano mandou uma carta ao Clube, onde nosso cherifão Uruguaio, relembra momentos da conquista:

 

“O dia 18 de dezembro de 2005 com certeza ficará guardado pra sempre na minha memória. Lembro de tudo como se fosse hoje. Aquele jogo não sai da cabeça um minuto sequer. Posso dizer que a alegria que senti naquele dia é comparável à do nascimento dos meus três filhos: Nicolás, Thiago e Bianca.

Nosso grupo era unido, era guerreiro, era lutador. Você olhava pra cada um dos jogadores e sabia que todos ali dariam a vida por você”
Lugano

Lembro perfeitamente de cada detalhe daquele dia. Lembro de como acordei, das sensações que senti, do que passou pela minha cabeça, da saída do hotel para o estádio, da chegada e do desembarque da equipe, do clima no vestiário, de tudo.

Numa partida como essa a concentração é ainda mais importante e eu estava muito focado. Pensava na minha família, nos meus amigos, no meu país, na minha cidade e é claro nos milhões de são-paulinos que estavam no Brasil torcendo por nós.

Tudo passa pela cabeça num momento decisivo. Todas as dificuldades que você superou para alcançar seus objetivos vêm na mente numa hora dessas. É o que te motiva a ir além, a brigar, a lutar, a seguir em busca do que você deseja.

Por isso o foco em ser campeão era maior do que tudo. Aquele time era assim. Nosso grupo era unido, era guerreiro, era lutador. Você olhava pra cada um dos jogadores e sabia que todos ali dariam a vida por você. Isso faz um time ser campeão. Esse era o diferencial da nossa equipe.

Lembro que fomos assistir o primeiro jogo do Liverpool no Mundial de Clubes e saímos impressionados. O time deles era muito bom. Técnica e taticamente eles vinham muito bem na competição. A vitória por 3 a 0 sobre o Saprissa demonstrou as dificuldades que teríamos na final.

Mas nem isso foi capaz de deter nosso time. Nós sabíamos também da nossa força. Sabíamos que aquele título poderia e tinha que ser nosso.

Quando começou o jogo e o time reagiu bem a toda pressão sofrida tive ainda mais certeza de que seríamos campeões. A vibração de todos em campo, a entrega, a luta. Não tinha como voltar pro Brasil sem aquele troféu.

A vibração de todos em campo, a entrega, a luta. Não tinha como voltar pro Brasil sem aquele troféu”
Lugano

No gol do Mineirinho foi uma festa só. Fiz questão de atravessar todo o campo para dar um abraço nele. Ele é um cara fantástico, merecia esse prêmio. Uma sensação ótima tomou conta do time, mas sabíamos que não estava nada ganho e por isso seguimos firmes, fortes na defesa, com muita marcação de todo mundo que estava em campo.

As defesas do Rogério são inesquecíveis também. Acho que poderíamos jogar por muito mais tempo que o título seria nosso. A gente não tomaria gol de jeito nenhum. Não tinha como não ser tricampeão naquele jogo.

No último lance do jogo lembro que disputei no alto com o Crouch, ela passou e o outro jogador chutou pra fora. Ali veio finalmente a sensação do título. Quando o juiz apitou corri com o Fabão pra abraçar o Rogério e todos os jogadores vieram na sequência. É o melhor sentimento mundo.

O longo tempo de trabalho, tudo que planejamos e organizamos durante o ano de 2005 foi recompensado. Não poderia deixar de lembrar todos que ajudaram durante todo o caminho e em especial ao presidente Marcelo Portugal Gouvêa, a quem serei grato pra sempre.

Hoje com certeza terá comemoração aqui na Turquia.”

Valeu Lugano!

Valeu Tricolor!

Aurélio Camargo

aurelio.camargo@blogdotrio.com.br

Siga-me no Twitter: http://twitter.com/aureliocamargo


 

 

 

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Responses

  1. Esse título foi um dos mais conturbados para eu assistir. O primeiro título contra o Barça eu acompanhei da quadra da Rosas de Ouro, onde a Independente, da qual eu fazia parte na época, armou um grande telão. No segundo título eu estava no estádio Nacional de Tokio e quase enfartei.
    Já nessa final eu estava em “plantão remoto”, que significa estar de folga, mas à disposição da empresa em caso de alguma emergência. Pouco depois do gol mineiro o telefone tocou e precisei sair a mil acompanhando o jogo pelo rádio. Depois de tomar as providências, pude acompanhar o resto do jogo no saguão da empresa com o porteiro, que tbm era São Paulo. Foi duro para meu coração calejado de conquistas. Quando o jogo acabou eu mantive o máximo de profissionalismo que a situação permitia, mas minha voz não durou muito. Hehe!
    E eu voltei pra casa participando dos diversos buzinaços que tomaram conta da cidade. Acabei tbm estourando os autofalantes do meu carro porque a cada repetição do gol do mineiro eu aumentava o volume para além do máximo.
    A festa da chegada da equipe foi a maior festa que ja vi nas ruas de uma cidade. Muito maior que a “cacarejadus municipalis” acontecida em 1977 para comemorar o titulo do paulistinha pela equipe sem cor. No entanto fala-se muito pouco da nossa festa em comparação com a “magnifica maior conquista dos adversários”. Deve ser porque somos queridinhos da imprensa….

    Ah sim…
    Apesar de ter acompanhado a maior parte pelo rádio, ja assistí na integra àquele jogo pelos menos umas 6 vezes 🙂
    Quando assistí com meus filhos, que eram muito pequenos na época da final, eu não contei pra eles o resultado e não respodia os questionamentos de como o jogo tinha terminado.
    Os pirralhos passaram pelo que eu passei, berraram “é campeão” a plenos pulmões quando o teipe acabou e ficaram com olhos marejados 🙂


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