Publicado por: Blog do Trio | 29/11/2010

Um time deve jogar junto ou ser uma porção de meninos ricos e famosos?

por Victor Zacharias

 

Quando o interesse é unicamente o dinheiro as relações humanas ficam em último lugar, no futebol, infelizmente, é assim. O futebol é o espelho da sociedade.

Tem algumas coisas que nos fazem ficar apaixonados por um time, por exemplo: o que eu gostava ver no time da Vila Belmiro, neste ano, era o coletivo. Saia um, entrava outro, e o time continuava o alegre baile. Até que a mídia escolheu um cara. A conseqüência é que isso trouxe muita badalação e mais dinheiro. Depois dessa injeção de grana, os meninos começam a “se achar”. Entram em campo os meninos ricos com egos inflados. Nessa hora o coletivo se perde e o belo também..

Vamos imaginar, um garoto como Neymar, que tem 18 anos e ganha mais de R$400 mil por mês, (para a desigualdade reinante no país é um salário pornô), com certeza se achará intocável. É muita grana. E grana desequilibra a cabeça de qualquer um, nem os jogadores mais experimentados aguentam, veja o caso do Adriano, Wagner Love, Romário etc. Toda hora sofrem uma turbulência e saem da rota “causando”.

De jogadores se transformaram em personagens de vários shows, viraram artistas, a bola de principal passou a ser coadjuvante. Em qualquer aparição pública encontram aquela fila de meninas e meninos pedindo autógrafos, inclusive com direitos a gritinhos de lindo e tudo mais. Fotógrafos paparazzi, gravação de comerciais, aparecendo na TV toda hora, muita exposição espontânea e planejada pelo marketing. Vale mais aparecer do que ser: espetacularização.  Qual cabeça aguentaria isso?

Os jogadores não devem ser fonte de maus exemplos e isso todos temos visto: peitar o técnico; xingar a torcida; jogar sem aquela gana; enganar e fingir; muita farra e desrespeito. Falta trabalhar a formação deles para lidar com esta situação. Alguém tem que começar a falar nisso. Se como sociedade exigimos ficha limpa na política, no futebol exigimos jogo limpo com os atletas, a torcida, o público e o clube.

Você acha que os jogadores precisariam ter uma preparação psicológica e educacional para suportar tudo isso?

Quem deve fazer isso? Eu acredito que os clubes têm o dever de se preocupar e entender que além de ganhar muito dinheiro com o comércio do futebol, cada uma daquelas pessoas é, em primeiro lugar, um ser humano. Nem tudo é dinheiro. Existem outros valores. Faz parte da responsabilidade empresarial sobre os empregados.

Jogar bola não é somente entrar em campo e marcar gols, cada vez mais o exemplo dado e mostrado pelos boleiros ajuda a formar os valores a sociedade, principalmente para as crianças. Faz parte da responsabilidade social dos jogadores e dos clubes.

Victor Zacharias

http://cartaolaranja.blogspot.com/

 

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