Publicado por: Blog do Trio | 27/11/2010

Não é de graça

Nação Palestrina,

Como tudo o que acontece em nossas vidas, as situações vividas hoje são fruto das nossas escolhas de ontem, sejam acertadas ou equivocadas.

Muito embora haja uma forte tendência a atribuirmos nosso fracasso ao fatalismo, o caminho repleto de vitórias ou derrotas é a consequência de um somar de passos bem dados.

Ainda mais num jogo, em que há, além da competência, uma parcela necessária de sorte para o êxito, é comum justificar tragédias, como a de quarta-feira, apenas pelo azar ou pelo erro, seja de arbitragem, seja na escalação ou ainda alegando o imponderável, como uma contusão.

Mas quando o erro, o azar, o imponderável se tornam constantes desculpas para as derrotas, algo está verdadeiramente errado. Há algo maior a ser corrigido.

Não é de graça que o Palmeiras tem vivido sucessivos fracassos.

Diretorias incompetentes se sucedem, oportunistas alternam-se no comando do clube e descalabros financeiros, como a seguir veremos, são cometidos como tentativa de agradar os torcedores menos conscientes.

O Palmeiras contratou em 2010 nada mais que 19 atletas, gastando fortunas, convenientemente ocultadas.

São eles:
 

Valdivia: R$13,7 milhões.
Kleber: R$6,5 milhões por 50% do passe mais o empréstimo de Robert e a transferência de Léo, cujo valor teria sido de R$5,5 milhões, ao Cruzeiro.
Léo: R$6,5 milhões por 100% do passe – valor estipulado para pagamento de dívida do Grêmio/RS.
Lincoln: R$4,5 milhões por 100% do passe.
Tinga: R$2,5 milhões por 80% do passe.
Edinho: R$2,0 milhões por 50% do passe.
Márcio Araújo: R$2,0 milhões por 100% do passe.
Ewerthon: R$1,0 milhão por 100% do passe.
Vitor: R$0,7 milhão por 100% do passe, sendo que o atleta teria direito a negociar livremente se esperasse 6 meses.
Tadeu: valores desconhecidos.
Marcos Assunção: valores desconhecidos
Ivo: sem custo, porém já foi.
Leandro Amaro: valores desconhecidos
Eduardo: valores desconhecidos, já foi.
Luan: valores desconhecidos, já foi.
Bruno Paulo: Traffic, já foi.
Paulo Henrique: Traffic, já foi.
Rivaldo: Traffic.
Fabrício: Traffic.

Isso sem falarmos na renegociação do contrato de Pierre, que teve seus vencimentos reajustados.

Agora pergunto: com tantas contratações, como podemos ter um elenco tão fraco e desequilibrado?

Faltam opções nas laterias e na zaga, sem falarmos do ataque, que sequer uma dupla titular possui.

Realmente, com uma gestão do Departamento de Futebol que contrata e dispensa ao bel prazer de gente incompetente, não há como chegar a lugar nenhum, nem mesmo na final da Copa Sulamericana.

 

guilherme.mendes@blogdotrio.com.br

http://twitter.com/guirmmendes

Anúncios

Responses

  1. Time sem vergonha,não é por menos que a cada dia que se passa a torcida diminue.

  2. http://cruzdesavoia.wordpress.com/2010/11/29/o-dia-em-que-o-palmeiras-virou-time-pequeno/

    O dia em que o Palmeiras virou time pequeno

    29/11/2010 por Seo Cruz

    Tenho meus princípios e procurarei sempre me guiar por eles, mas percebo hoje que o estandarte que usava para sustentá-los quebrou-se em mil partes.

    Em outras palavras, o palmeirense me mostrou neste domingo que não passa de um imbecil rendido, um palhacinho modernoso que perdeu sua personalidade, desconhece sua história e vive de bater punheta com a camisa dos outros. Um lixo com o qual eu não quero mais me preocupar.

    Se nosso escudo encolheu na última década, vitimado por um presidente mais vaidoso que o outro, nossa torcida coroou em Barueri o Palmeiras como um time médio do futebol paulista. Não nos chamem de Lusa da Pompéia, porque a Portuguesa tem grandeza pra dar e vender – nós não temos mais.

    Comprei na semana passada uma cadeira da turma do Amendoim para guardar como relíquia. Mais que ter em minha posse um pedaço do patrimônio histórico que esta gestão maldita vendeu para uma empreiteira, queria preservar em casa a história viva do nosso clube.

    O Amendoim sempre foi, para mim, o pior câncer que existia para o time. Minha intenção era chumbar esta cadeira em um vaso sanitário e levar à sala sempre que, durante uma partida do Verdão, um infeliz corneteiro extrapolasse seus direitos de convidado e comecasse a xingar alguém do nosso escrete. Então eu levaria a cadeira-privada até a frente da TV e diria: senta aqui, que é teu lugar.

    Nem isso.

    O coitado do Amendoim, na verdade, ofendia nossos jogadores pela ânsia de comemorar a vitória que não vinha. Um inocente parvo nos dias de hoje, se pararmos para pensar . Hoje a torcida vai ao estádio torcendo contra o time. Xinga nosso goleiro, leva faixas do adversário para as arquibancadas.

    Tinhamos, contra o Fluminense, a oportunidade de mostrar que nossa dignidade seguia intacta diante de quaisquer circunstâncias, mas esses moleques acéfalos que foram até lá nos envergonhar conseguiram provar que nem isso temos mais.

    Não sou melhor que ninguém, mas muito palmeirense que vejo hoje em dia merecia um soco na boca, sem piedade.

    O blogue fica no ar porque tem nome, visita e posts históricos. Mas não escrevo mais uma linha dirigida a esta raça de morféticos.

    Se você estava ontem em Barueri sorrindo e por acaso também acompanha este blogue, faça um favor: me esqueça e vá pra puta sem nome que te pariu.


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: