Publicado por: Blog do Trio | 23/09/2010

São todos iguais!

Amigos do Trio,

O recente episódio envolvendo Neymar e o técnico Dorival Jr. que, coincidência ou não, teve como última consequência a derrota para o Corinthians, serviu para demonstrar um fato: os dirigentes são todos iguais.

Luís Álvaro, economista de sucesso, tal qual Belluzzo, chegou como esperança de renovação em um clube oligárquico como todos são.

Foi bafejado pela sorte já que o acaso se incumbiu de reunir, num mesmo momento, garotos de rara qualidade técnica e muito talento.

Do melancólico final de temporada em 2009, emergiu um time como há muito não se via.

Holofotes surgiram, badalações, prêmios, títulos, Jô Soares, enfim, tudo era um conto de fadas.

Veio então a realidade dos interesses econômicos, do assédio europeu, da indisciplina de garotos imaturos e o esquadrão começou a se desmontar.

Saíram os expoentes André e Wesley, sem falar na contusão de Ganso.

Atingido o objetivo imediato – a conquista da Copa do Brasil e a consequente vaga para a Libertadores – era hora de fazer ajustes.

Veio Keirrison e se montou um plano de marketing para manter Neymar na Vila.

Foi quando numa fatídica noite de quarta-feira frente ao inexpressivo Atlético Goianiense as feridas se abriram.

Contrariado por não poder bater um pênalti, depois de ter batido (e errado) tantos, o menino de ouro se irritou.

Gerada a saia justa, desculpas públicas a parte, era hora de decidir administrativamente o que fazer.

Dorival pediu a punição e não foi atendido.

Alegando a mesma quebra de hierarquia supostamente cometida por Luxemburgo, o treinador caiu.

Mas que hierarquia é essa?

Tal qual ocorrera com o mestre, é o treinador que sabe a repercussão de um ato de indisciplina dentro do elenco.

Deveria ser ele a decidir quem joga e quando joga.

Dirigentes devem cuidar de contas, planos de captação, viabilizar contratações, segurança para atletas e torcedores, enfim, de tudo, menos da escalação do time.

Com esse episódio, perdeu o futebol brasileiro que mostrou mais uma vez a sua falta de seriedade e perdeu mais ainda o Santos que ficará refém de seus ídolos.

Quanto aos dirigentes, paternalistas ou déspotas esclarecidos, o fato é que todos têm se demonstrado exatamente iguais.

Será que teremos saudades de Mustafá, Eurico, Mateus, Dualib?

guilherme.mendes@blogdotrio.com.br

http://twitter.com/guirmmendes

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