Publicado por: Blog do Trio | 06/09/2010

Ao mestre, com carinho!

Amigos do Trio,

Todos sabem a minha admiração pelo trabalho de Vanderlei Luxemburgo.

No entanto, estou, sinceramente, preocupado com os rumos que o treinador tem dado a sua carreira.

De maior vitorioso no Campeonato Brasileiro, Luxemburgo caminha, junto com o Galo, a passos largos rumo à Série B.

Seria um crime um treinador do seu quilate ter uma mancha dessas em seu currículo.

Vanderlei é sabidamente o técnico que mais entende de tática e estratégia no futebol brasileiro, quiçá mundial.

Os times que montou encantavam o torcedor pela forma alegre e eficiente com que tratavam a bola.

Venceu tudo, montou os melhores times da década de 1990 e chegou a comandar uma das maiores equipes do mundo, o Real Madrid, abrindo espaços para outros profissionais brasileiros.

Lamentavelmente, acredito que Vanderlei, como ocorre a todo gênio, não soube reconhecer os limites de sua genialidade.

 Ninguém é bom em tudo.

Passou a se envolver na política interna dos clubes por onde passou, colecionou desafetos no meio futebolístico, expandiu negócios com os sócios errados, etc.

Tudo isso acabou por, de alguma forma, influenciá-lo.

Certa vez, em uma entrevista, Luxemburgo falou que uma das coisas mais difíceis a um profissional é gerenciar/planejar a sua carreira.

Nem sempre um bom convite de momento é estrategicamente interessante.

Essa é, na minha opinião, a grande pisada na bola que ele deu.

Em 2009, após ser erradamente demitido do Palmeiras, Vanderlei não tinha nada que aceitar o convite do Santos Futebol Clube para treinar a equipe até o final da temporada.

Resultado: pegou um time desestruturado, em transição política – Marcelo Teixeira estava prestes a perder a eleição – e não havia como fazer um bom trabalho, dadas as condições do momento.

De saída com o amigo Presidente, recebeu o convite para assumir o Atlético/MG.

Com a promessa de um projeto inovador e profissional, Vanderlei até começou bem, ganhando o Mineiro de 2010, mas logo viu-se que a opção de assumir o segundo time de Minas era a errada.

Por mais profissional que se pretenda ser, não podemos deixar de lembrar que o Galo é um time pequeno com uma “grande” torcida, nada mais do que isso.

Jamais um profissional como Luxemburgo poderia ir parar num time desses.

Foi. E agora pode pagar o preço mais caro pelo erro de não ter sabido em que canoa colocar o seu pé.

É uma pena, pois para se construir uma carreira de sucesso são necessários anos de vitórias; para destrui-la, basta uma temporada.

guilherme.mendes@blogdotrio.com.br

http://twitter.com/guirmmendes

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Responses

  1. Bom, eu não compartilho de sua opinião quanto a genialidade do Luxa. Em algum momento da carreira, ele foi o melhor tecnico brasileiro, mas ja vai longe esse tempo. Só me preocupo com a com a atual fase dele porque tenho ouvido da possibilidade dele vir parar no meu time; E espero que isso nunca aconteça; Tanto que se acontecer vou tirar férias de torcedor por algum tempo.


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