Publicado por: Blog do Trio | 18/06/2010

Inglaterra 0 x 0 Argélia

O terceiro jogo de hoje – Inglaterra X Argélia – foi uma reprise do fraquíssimo futebol que temos visto até o presente momento nesta Copa do Mundo.

A seleção da Argélia, infelizmente, além da costumeira correria, não tem apresentado nada digno de registro.

Analisando inúmeras outras seleções do mesmo porte técnico – por exemplo, Gana, Nigéria, Honduras e Camarões – chegamos à conclusão de que a presença das mesmas num evento da grandeza de uma Copa do Mundo somente se deve ao inchaço experimentado pela competição de alguns anos para cá.

Não queremos dizer, com isso, que somos contrários à presença de países africanos e asiáticos – onde o futebol ainda engatinha – no referido evento que, como o próprio nome já diz, deve ter abrangência mundial.

Defendemos, apenas, que haja uma divisão diferente das vagas disponíveis conferindo uma maior quantidade aos países europeus e sulamericanos onde se joga o melhor futebol do mundo.

Referida redistribuição das vagas permitiria, além da participação dos asiáticos e dos africanos que, com o passar do tempo e com a convivência com o futebol europeu, que já vem ocorrendo, certamente, continuarão a evoluir.

Em contrapartida a redistribuição das vagas permitiria que seleções do porte de uma Hungria, de uma Suécia ou de uma Rússia, que já tiveram participações destacadas em campeonatos mundiais, não fossem alijadas dos mesmos em decorrência do sistema de distribuição das vagas.

Quanto à Inglaterra a decepção, apesar de previsível, não deixa de ser surpreendente.

Há anos, a Inglaterra, apesar de ter um dos melhores campeonatos nacionais do mundo, em termos de seleção tem deixado a desejar nas últimas Copas em que participou e o mesmo vem ocorrendo também em relação à atual.

Cremos que tal fato se deve ao excessivo número de jogadores estrangeiros que integram seus principais clubes o que, se por um lado, o torna atraente, por outro inibe o surgimento de novos talentos, aspecto que acaba por refletir quando da formação da seleção nacional.

Entendemos, também, que a ausência de um técnico inglês na direção do selecionado – o que ocorre há mais de dez anos – acabou por prejudicar o desempenho do selecionado que, além de não conseguir jogar no estilo sulamericano, parece que perdeu a virtude do jogo aéreo que sempre foi o forte do futebol inglês. Portanto, somente um milagre, dos grandes, garantirá a Inglaterra na próxima fase da Copa.

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