Publicado por: Blog do Trio | 17/06/2010

Morumbi 2014 – Nota oficial do SPFC

Nota Oficial

Manifestação do São Paulo Futebol Clube em relação ao Comunicado da FIFA/LOC publicado no site da CBF

SPFC – 16/6/2010

O Estádio Cícero Pompeu de Toledo (“Estádio do Morumbi”) foi indicado pelo Governo e pela Prefeitura de São Paulo para ser a sede da Cidade na Copa do Mundo de 2014 por ser o grande palco dos maiores eventos esportivos e culturais realizados neste que é o maior Estado da Nação.

Sendo, ainda, um Estádio pertencente a um Clube esportivo e social, e que, por isso, atende à anteriormente propalada prioridade para investimentos privados na construção e reforma de arenas, conforme se anunciou quando da escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014.

Um Estádio utilizado em mais de cinqüenta eventos por ano e localizado num ponto da Cidade de São Paulo com significativa oferta de transporte, especialmente considerando a chegada do Metrô prevista para 2012, rede hoteleira, hospitais, centros de comércio, cultura e serviços em geral, além da proximidade com o Aeroporto de Congonhas.

A decisão tomada pela FIFA/LOC surpreendeu a todos porque, inusitadamente, foi anunciada no momento em que as atenções da comunidade esportiva estão voltadas para a Copa do Mundo de 2010, como se numa tentativa de se esconder o ato sob a sombra dos holofotes focados no maior evento esportivo do Planeta.

E, também, porque se deu de forma absolutamente arbitrária, num momento em que o São Paulo tinha acabado de apresentar um projeto de reforma do Estádio do Morumbi absolutamente aderente às exigências da FIFA, suportado por um Plano de Viabilidade Financeira ratificado pelo Comitê Paulista e apoiado em seguras garantias oferecidas pela iniciativa privada. 

Vale lembrar que os investimentos públicos programados para serem implementados no entorno do Estádio do Morumbi se reverteriam em legado em favor da População, na região na qual está instalado o São Paulo FC, um Clube constituído sob a forma de associação e que, portanto, não tem o objetivo de gerar lucro em favor de particulares, tendo suas receitas reinvestidas para o fomento das suas atividades esportivas e sociais. Completamente diferente seria a hipótese na qual o Poder Público viesse a realizar investimentos voltados a prover infraestrutura com a finalidade de agregar valor a uma arena administrada como um “negócio”, gerenciado com a finalidade principal de gerar lucro em favor de “empreendedores” particulares.

Nesse momento, cabe ao São Paulo reafirmar que o Estádio do Morumbi continuará a ser modernizado, com os investimentos oriundos de contratos já celebrados com a iniciativa privada, com empresas cujo interesse em expor suas marcas no Estádio do Morumbi nunca esteve condicionada à realização da Copa do Mundo. Até porque, durante a competição, a exposição de marcas fica bastante limitada.

Os esportistas e a população de São Paulo e do Brasil podem ficar seguros de que continuarão a ter no Estádio do Morumbi o palco dos maiores eventos esportivos e dos grandes shows.

É o momento de confirmar, também, que o São Paulo não vai mudar em nada sua postura de absoluta independência em relação às demais entidades esportivas e governamentais com quem se relaciona. Nesse ponto, não há possibilidade de transigir, por uma questão de respeito para com o seu torcedor, para com as próprias entidades e para com o Desporto Brasileiro como um todo.

Até porque, não a outro fator o São Paulo atribui as incontáveis manifestações de apóio que o Estádio do Morumbi recebeu desde o início desse processo. Logo após o anúncio da decisão da FIFA/LOC, a Imprensa cumpriu seu papel de forma irretocável, ao produzir um sem número de comentários, na TV, no rádio, nos sites, nos blogs, ressoando o sentimento cristalizado na opinião pública que compreendeu a proposta do São Paulo de oferecer à Cidade o Estádio do Morumbi enquanto uma alternativa viável e responsável para servir aos propósitos da Copa do Mundo do Brasil.

Diante dessas manifestações, o São Paulo não tem outra postura a tomar senão reafirmar que continua de portas abertas para receber, no Estádio do Morumbi, a Copa do Mundo de 2014 e fazer dela um evento digno da sua importância e da imagem que o Brasil e a Cidade de São Paulo pretendem transmitir ao Mundo como o maior legado que a realização de tão grandioso evento representará. 

Neste momento, resta ao São Paulo aguardar pelas decisões a serem tomadas pelos agentes responsáveis pela condução desse processo. Aguardar e estar absolutamente atento e vigilante a tudo que possa vir a representar afronta aos seus interesses. A Justiça é filha do Tempo. O Tempo é o Senhor da Razão.

O Tempo dirá. E nós também.

JUVENAL JUVÊNCIO PRESIDENTE

 

Aurélio Camargo

aurelio.camargo@blogdotrio.com.br

Siga-me no Twitter: http://twitter.com/aureliocamargo

Anúncios

Responses

  1. “A Justiça é filha do Tempo. O Tempo é o Senhor da Razão. O Tempo dirá. E nós também.”

    Que drama hein?

  2. Ta rolando um abaixo assinado contra dinheiro público (nosso) em estádio para copa 2014

    http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/6353

    Jair,
    Excelente!
    Abraço,
    Aurélio

  3. o São Paulo FC, um Clube constituído sob a forma de associação e que, portanto, não tem o objetivo de gerar lucro em favor de particulares, tendo suas receitas reinvestidas para o fomento das suas atividades esportivas e sociais.

    Mundo do faz de conta né !!!!

    Para o morumbi, pode tudo, reformas no entorno do estadio, desapropriações, areas publicas, metro na porta etc….

    Mas num novo estadio não pode !!!

    QUANTA HIPOCRISIA !!!

  4. A arrogancia permanece…

  5. Aurélio, num outro post você pediu ao Blefe uma história de Laudo Natel. Quanto a ele não sei se tem, mas eu tenho uma interessante.

    Não possuo em minha lembrança, datas exatas mas um pesquisa no Google eu as acharia, mas isso nem é necessário.

    Obviamente você não tinha nascido na segunda metade da década de 60, época em que os generais estavam com tudo, mas você como bom conhecedor da história de seu clube deve saber dos carnês de prêmios (semelhantes aos do baú) lançados para o término da construção do Morumbi.

    Eram vermelhos, e se não me engano tinham na capa além do escudo são-paulino a imagem de um fusca e outros prêmios. Eu com os meus 7 ou 8 anos, já Corinthiano (maloqueiro e sofredor, graças a Deus) e na minha inocência (naquela época em uma cidade pequena do interior, que mal começava a receber os primeiros sinais de TV, a rivalidade entre torcedores era algo bem mais sadio que hoje), até achei legal quando minha mãe, professora primária da rede estadual de ensino, assim como suas colegas receberam 20 daquelas belezinhas .

    Não entendi bem a indignação dela com aquilo, afinal como pregou a professora de minha classe que tentava vender os carnês (era pra gente conversar com os nossos pais), com essa compra estávamos ajudando a construir uma grande obra para o país. Só alguns anos mais tarde fui saber que elas eram obrigadas por ordem do então governador Laudo Natel a vender aqueles carnês, pouco importando se era para alunos ou não, o importante era vender com a primeira prestação quitada, o governo não aceitava devoluções.

    Queira você ou não a história está ai para todo mundo ver, e ainda existem muitas testemunhas vivas desse período negro de nosso país em que seu clube sempre foi tão intimo dos governantes e coincidentemente cresceu e prosperou a sombra dos generais.

    Não há como negar Ademar de Barros, Laudo Natel, entre outros, não dá pra esconder oficiais chegando de helicóptero para assistir partidas do São Paulo, não dá pra esconder aquilo que hoje corre em toda internet e fartamente documentado, vocês são-paulinos deveriam é estar é tentando construir um novo presente e não negar o passado, mas redimi-lo.

    Eu como Corinthiano sinto orgulho de meu time e de minha torcida, no recente episódio MSI, que muito manchou nossa história, não vi corinthiano tentando negar o óbvio, ao contrário tanto que agora já começamos um movimento para que não aceitemos esse tal estádio público. Não precisamos de ajutório de governo nenhum para erguer estádio, é preferível continuar com a Fazendinha (na marginal sem número, como vocês gostam de falar) , a ter dinheiro do povo edificando nossa casa. O dinheiro gasto nela tem de ser o do nosso povo.

    Esse movimento começa com Corinthianos conscientes, mas tenho absoluta certeza que logo será comprado por toda nossa torcida, como disse, já tomamos no lombo e sabemos o quanto isso doí e graças a Deus aprendemos a não dizer amém para tudo que a diretoria quer, pois usamos o passado não para negá-lo, mas para aprendermos.

    Quanto ao fato de num passe de mágica vocês começarem a se preocupar com o uso do dinheiro público em outro estádio, coisa que até antes de quarta defendiam como algo absolutamente compreensível e em prol do país e de repente virou corrupção, só confirma que estão agindo como o corno abandonado que vai atrás da mulher e prefere mata-la a vê-la com outro. Tá na hora de crescerem.

  6. David,

    Não diga bobagens. Sua estória (sem H) é tão fundamentada quanto o rebaixamento de 90 e o jogo das barricas.
    Na época que você cita, vagamente mas com riqueza de detalhes, como todas as estórias desse tipo, o Morumbi já estava praticamente pronto.
    E Laudo Natel só virou governador em 1972. Ocupou, é verdade, por seis meses, entre junho de 66 e janeiro de 67, a cadeira de governador. E você quer me convencer que nesses seis meses ele emitiu zilhões de carnês e empurrou goela abaixo dos infortunados estudantes corintianos que assim pagaram a construção do, à época, maior estádio particular do mundo???
    O problema que vocês corintianos, tal como o povo grego que deu origem a esse nome, são dados a viver o momento e que se dane o futuro. Enquanto o São Paulo sabiamente se preparou e demorou 18 anos para fazer seu estádio vocês faziam o que?
    Farreavam e contavam vantagens nos programas de rádio e depois de TV.
    Deu certo para fazer a torcida crescer, pois o Corinthians da época tinhas dois ingredientes de carisma :
    Era famoso pelos inúmeros programas de radio, músicas e filmes e;
    Era digno de pena pelo que jogava nos gramados. Era engraçado e por isso parecia inofensivo, igual nosso presidente de republica.

    Essa combinação expandiu a torcida enquanto que outros clubes mais sérios eram menos lembrados pela mídia. Só que a seriedade da administração hoje faz de diferença e só resta a vocês tentar negar o passado e dizer que são pobres mas são honestos. Ora! Vocês é que deviam se envergonhar em achar, oitocentos anos depois da igreja católica, que a riqueza (dos outros) provém do pecado e ser miserável é ser santificado.
    O curioso é que vemos clubes “menores” que o Corinthians com belíssimos estádios. Coritiba, Atlético Paranaense (aquele que foi rebaixado por combinar suborno de árbitros com o presidente corintiano sendo que nenhuma punição foi dada ao Corinthians), o Grêmio, o Internacional de Porto Alegre, o Goiás…
    Todos eles são cabras safados e o Corinthians que sempre se fiou na retidão e lisura só não têm o estádio pelo seu voto de santidade.
    Construir um estádio na época que todos esses clubes, inclusive o São Paulo, construíram era tarefa mais fácil que hoje. Comprava-se material à prazo pagando dezenas de prestações sem juros ou juros inexpressivos. As exigências burocráticas e trabalhistas eram menores e, principalmente, não havia a rivalidade destruidora que existe hoje entre as torcidas. Não foram poucos os corintianos e palmeirenses que compraram o carnê que você citou deturpadamente na sua postagem. Tente hoje vender alguma coisa de um clube à outra torcida.
    O trem da historia passou e vocês o perderam. Não é nossa culpa.
    Se sua estrela não brilha, não tente apagar a nossa.

  7. Eu nem me preocupei em ler o seu texto inteiro Jair.

    Na segunda linha percebi que vinham sempre as mesmas desculpas pra encobrir o óbvio.

  8. Blefe,

    Interessante como estes filhos da ditadura tentam de toda forma esconder ou manipular seu passado.

    Interessante.

  9. Blefe,

    Vc não leu minha nota? Pronto! Fiquei triste.

    Wagner,

    Antes de chamar de filhos da ditadura, pelo menos tente saber o que a palavra significa e quando foi o golpe militar. O golpe foi em 1964. O morumi foi inaugurado em 1962 (http://www.bolanaarea.com/est_morumbi-sp-03.jpg), dois anos antes do golpe militar, mas isso não é relevante pra quem quer reescrever a historia, né?

  10. i cade vc cade vc cade vc cade vc i no pacaembu eu numca vi,no morunbi numca ta la ,timinho de libertadores ,tem torcida pra apoia!fregays


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: