Publicado por: Blog do Trio | 10/04/2010

E a pressão só tende a aumentar.

Nação Corinthiana,

Alguns leitores amigos do Blog do Trio me mandaram alguns e-mails, perguntando o porquê deste blogueiro não ter escrito nenhuma resenha a respeito do último jogo do Timão no Campeonato Paulista.

Confesso a vocês que eu fiquei bem irritado na noite de quarta-feira.

Nem tanto pela desclassificação do Corinthians no Paulistão, pois era realmente muito difícil a combinação de resultados que permitiria ao alvinegro chegar às semifinais.

Mas sim, por ver o Timão resolver apresentar um bom futebol quando nada mais valia.

Afinal, de que adianta golear o Rio Claro, se perdemos importantes pontos contra Monte Azul, Mirassol, Ponte Preta, Portuguesa, Rio Branco, Botafogo, Grêmio Prudente e Paulista de Jundiaí?

A verdade é que o planejamento foi equivocado. A diretoria e a comissão técnica subestimaram o nível técnico do Estadual, se utilizando do rodízio de atletas por boa parte do torneio.

Após a eliminação, o discurso empregado pela equipe foi afinado: o que importa é a Libertadores. Aliás, boa parte da torcida pensa igual.

Entretanto, não consigo enxergar nada além da vergonha.

Tendo em vista o baixo nível do futebol apresentado pelas equipes paulistas, não poderíamos ficar fora da decisão pelo título.

Não obstante, levando em consideração o grande investimento feito pelo Timão, que arca com a folha de pagamento mais cara do Brasil, ficar de fora das semifinais significa um grande prejuízo, calculado na ordem de R$ 5 milhões.

O foco agora é a Libertadores. E isso tem tanto seu lado positivo como o negativo.

De positivo, temos a preparação da equipe. Depois de tanto reclamar a respeito do calendário do futebol, Mano Menezes terá grande disponibilidade para ajustar o time – que, pelo que vimos na última semana, está entrando nos trilhos.

Vale lembrar que, em situação semelhante, o Timão iniciou sua jornada para dar a volta por cima. Após ficar de fora das semifinais do Paulistão de 2008, o Timão teve tempo para se ajustar e dar uma arrancada na Copa do Brasil, além de conquistar a Série B com folga.

De negativo, temos a pressão da torcida. Em um ano em que foi vendida a idéia de que o Corinthians lutaria para ganhar todos os torneios em que participasse, já sofremos a primeira grande baixa.

Neste contexto, a Libertadores deixa de ser o PRINCIPAL para se transformar no ÚNICO anseio do torcedor, ganhando a desnecessária aura de “obrigação”.

Para acalmar os ânimos, Ronaldo foi escalado enfrentar uma maratona diante dos microfones, servindo como escudo dos jogadores – e da própria diretoria.

Bom, das duas uma.

Se o Timão conquistar a Libertadores, liberando o grito entalado na garganta do torcedor, o até então criticado Mano Menezes receberá os louros pelo planejamento “perfeito”.

Se for eliminado do torneio, além da dor da derrota, equipe, comissão técnica a diretoria conhecerão a implacável ira da Fiel Torcida. Vide 2006.

Honestamente, eu não quero nem pensar nessa hipótese.

fabiosallum.blogdotrio@gmail.com

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Responses

  1. Estou com o Andrés Sanches. Para ganhar competições é necessário que as disputemos com regularidade. Assim o é, consequentemente, com a Libertadores. Tem um muito de “agitação” esta expectativa pré-fabricada de uma “suposta obrigação” de ganhá-la. Parece coisa pensada.

    Fábio Sallum: Também concordo que o Corinthians precisa se acostumar a disputar a Libertadores, transformando em algo corriqueiro.

    O problema é que o próprio Andrés Sanchez ajudou a criar esse clima de “obrigação” ao fazer tanto barulho na imprensa, bem como ao extorquir os torcedores que desejam comprar ingressos para as partidas do torneio internacional.

    Acho que essa obsessão gerada em torno da conquista da Libertadores é desnecessária e só atrapalha o clube.

    Abraços!

  2. Sinceramente Fábio, além da vergonha por ter perdido pro Paulista, eu não consigo ver lado bom nenhum para o Corinthians, afinal se lembrarmos a única oportunidade que a equipe teve em 2010 para treinar durante uma semana, o resultado frusta qualquer um – Após uma vitória, treinou por uma semana e empatou na rodada seguinte por 1×1, só não lembro contra quem – Só espero que nós estejamos equivocados no que diz respeito a “ira”.

    Me dá medo de pensar como vai ser das oitavas em diante, e é preciso evitar ser o melhor da primeira fase, pois isto aumenta ainda mais a pressão (jogada ainda junto com o favoritismo que em nada ajuda), e se não estiver errado, terá de enfrentar uma das duas equipes mexicanas desclassificadas pela pandemia em 2009, logo nas oitavas. Claro que quem quer ganhar, tem que enfrentar tudo, mas tudo de complicado que puder ser evitado, melhor!

    Abraços!

    Fábio Sallum: Felipe, por mais que eu seja pé-no-chão, procuro guardar um pouco de otimismo.

    Se Mano Menezes souber trabalhar a equipe com seriedade, dando padrão tático ao time, analisando os atletas por critérios exclusivamente objetivos e recuperando o desempenho daqueles que estão em baixa, teremos tudo para lutar pelo título.

    E não vai ter jeito: Mano precisa enquadrar Ronaldo. Não dá pra passar mais a mão na cabeça do Fenômeno.

    Eu também não gosto de muito “favoritismo”. Estamos fazendo, até o momento, uma campanha irretocável na Libertadores, mas precisamos tomar cuidado para não cair em certas armadilhas.

    Por enquanto, só enfrentamos equipes pavorosas. Quero ver como será quando pegarmos times com maior qualidade.

    Abraços!

  3. Bom, então vê-se que você tem se irritado com todos os últimos jogos do Corinthians.

    Fábio Sallum: Minha gastrite que o diga, Eduardo.

    Abraços!

  4. Esse papo do Andrés que “para ganhar uma competição temos que acostumar disputá-la” é uma jogada clara para que, se o Corinthians não ganhar a tão alardeada (pela própria presidencia do Corinthians inclusive) taça da Libertadores, ele pode dizer “eu já avisara antes”.

    Bom, pelo menos uma dor de cabeça a menos: Theco tá de molho!!!

    Abraços.

    Fábio Sallum: Grande Mala!

    Como você mesmo citou, foi feito um enorme alarde a respeito da disputa da Libertadores pela diretoria.

    Posteriormente, após gerar tanto alvoroço na mídia, mudou-se o discurso.

    A pressão da torcida é mera consequência.

    Com os jogadores que temos no elenco, o lugar do Tcheco é no banco. Não tem jeito!

    Abraços!

  5. Fábio,
    Não sei porque o Mano insisti com o Goleiro Rafael. Vai acabar queimando o rapaz.
    No último jogo ele transmitiu insegurança. Estava demorando demais para repor a bola em jogo e a torcida estava perdendo a paciência. Surgiram algumas discretas vaias.
    Eu prefiro o Julio Cesar.
    Acho também que o Corinthians deveria ter um goleiro mais experiente na reserva. Eu sei que muita gente não gosta, mas o Fernado Henrique (será que está no Fluminense ainda?) é corinthiano e me parece uma boa opção para a reserva do Felipe.
    O Renê idem.
    abçs

    Fábio Sallum: Fala, João!

    Eu também prefiro o Júlio César. Ele já mostrou que pode ser um bom goleiro.

    Essa insistência no Rafael Santos só tende a prejudicar o garoto, em razão da pressão que está sendo feita em cima dele.

    Além dos goleiros que você enumerou, eu sugiro o Aranha.

    Aliás, no próximo jogo do Juventus, eu também estarei lá!

    Abraços!


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