Publicado por: Blog do Trio | 06/02/2010

Recomeços?

Nação Palestrina,

Nesse final de semana provavelmente veremos mais um recomeço de carreira no momento em que Robinho entrar em campo para enfrentar o São Paulo.

E tem sido assim nos últimos tempos.

Fred, Vágner Love, Adriano, quase que Ronaldinho Gaúcho; mas afinal, o que acontece com esses rapazes?

Ainda no meio de suas carreiras, sem terem se firmado na Seleção Brasileira e em seus clubes na Europa, esses jovens talentos se vêem forçados a retornar ao Brasil para resgatar seu futebol e ganhar novamente a confiança daqueles que neles apostaram.

Exceção feita a Adriano, que ganhou destaque na Itália, todos os outros, incluindo o novo contratado santista, não chegaram ao topo onde queriam/podiam chegar.

Os motivos são os mesmos: baladas, bebida, drogas (em alguns casos), saudade da família, etc…

Mas como manter homens tão jovens com o juízo perfeito ante as inúmeras possibilidades que a vida de pop stars lhes oferece?

Dinheiro aos montes, mulheres lindas e fáceis, milhares de “amigos”, festas e mais festas……quem resiste?

Some-se a isso a pouca instrução e desestrutura familiar de alguns.

E o futebol – assim como toda atividade que exija muito da parte física – não admite enrolação.

Em qualquer outro trabalho, se não estamos bem naquele dia, podemos render menos, mas a má condição não nos impede de trabalhar.

No campo é diferente.

Se o atleta está fora de forma, chega atrasado nas divididas, não corre, contunde-se facilmente, e dias depois é vaiado.

Não dá para enganar.

O argumento de que ganham muito dinheiro e que por isso deveriam abdicar de toda e qualquer atividade que não o futebol cai por terra nele mesmo.

O excesso de grana que os jovens jogadores acumulam logo no início de suas carreiras lhes dá a sensação (e às vezes a certeza) de que seu sustento e de sua família já está garantido por várias gerações.

Então, para que treinar na chuva, quebrar a perna em divididas, deixar de sair com aquela gata na véspera de uma decisão?

É difícil compatibilizar as oportunidades presentes com os danos que os excessos causarão no futuro.

Mas como resolver isso?

Investir em educação para os atletas e dar apoio às famílias é uma proposta.

Não podemos ver em um garoto apenas a oportunidade de lucrar às custas de seu talento.

Mais importante do que formar jogadores de futebol, os clubes precisam se preocupar em formar homens.

guilherme.mendes@blogdotrio.com.br

http://twitter.com/guirmmendes

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Responses

  1. Caro Guilherme,

    assino embaixo de tudo o que você disse.

    minha carreira futebolistica também foi pauta por um talento precoce, muitas mulheres e festas!

    Ainda sinto muito a inveja alheia atrapalhando a minha vida…

    abs!

    Caro Marcelo,

    Vi de perto o seu drama e lamento que poucos atletas, como eu, tem a sorte de viver essa vida de devassidão e ainda brilhar nos gramados. Rs.

    Abraços……………

    Guilherme Mendes.


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