Publicado por: Blog do Trio | 14/12/2009

Boa ou má ingerência?

Nação Palestrina,

A Traffic cansou de apostar na bagunça.

Essa semana, em entrevista, J. Havilla, mandatário máximo da empresa e torcedor do Palmeiras, colocou a necessidade de modernização no nosso departamento de futebol, sob pena de cessarem os investimentos no clube. 

Concordo e ratifico essa postura.

A par a discussão sobre a “venda” ou não do nosso futebol à empresa, uma coisa é fato: não se pode investir em quem não tem planejamento e seriedade.

Não é de hoje o Palmeiras é um caldeirão de vaidades e de interesses particulares.

Situação e oposição nunca se entenderam, o que é normal, mas o grau de interferência no trabalho de quem está ocupando o poder chegou ao ponto de colorarem o time em segundo plano.

Nem parece que todos somos palmeirenses.

Já vi, por diversas vezes, nos corredores do clube, associados e conselheiros “felizes” com nossos fracassos, pois assim abrir-se-ia uma possibilidade de ascensão ao poder.

O Mestre Vanderlei Luxemburgo em mais uma discussão com o Pres. Belluzzo falou em administração de padaria.

Não poderia estar mais correto.

O Palmeiras é administrado como uma delas, ou melhor, pior que uma padaria, pois, nem na mais chinfrim, alguém demite o padeiro do dia para a noite.

A oposição fala que sem a Traffic não teríamos um time sequer para jogar a Série B.

Há grande parte de verdade nisso. Não temos atletas próprios, não formamos e também não temos dinheiro para contratar.

Talvez por esse motivo a sugestão de Havilla foi tão prontamente aceita.

É cedo para comentar medidas que sequer foram implementadas, contudo me agrada a idéia de ter uma comissão multidiciplinar mais fixa e um treinador que só se preocupasse com treinamentos e jogos.

Vale para o futebol aquela máxima da democracia: se não decidimos, alguém decide por nós.

guilhermemendes.blogdotrio@gmail.com

http://twitter.com/guirmmendes

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Responses

  1. Você não acha perigoso depositar todas as fichas na
    Traffic? E quando eles decidirem abandonar o barco? Mesclar jogadores da empresa com talentos do clube seria ideal, mas com pagamento unificado, para evitar crise de “ciúmes”, sempre presentes em tais situações. E não basta criar talentos, é necessário um projeto para mantê-los (lembra do caso do Ilsinho? Rendeu 18 milhões de reais, líquido, para o … São Paulo!) É complicado, mas a solução é urgentíssima. Caso a fórmula “patrocinadora interessada em faturar” fosse a melhor, porque não temos a maioria dos times “grandes” optando por ela? Simples: não é a melhor! Copiar e melhorar o modelo dos outros é uma virtude oriental. O Palmeiras deveria se espelhar nas administrações de sucesso do futebol brasileiro (São Paulo e Inter, principalmente), copiá-las, e se possível, melhorá-las. Não é a toa que os dois exemplos estão faturando os principais títulos nos últimos anos. Flamengo foi um aborto da natureza, que acho difícil se repetir. Melhorar é preciso, mas ficar buscando fórmulas que já estão prontas no mercado e não usá-las é burrice. Abraços e bom final de ano. Que 2010 seja muito melhor para você e seu time

    Caro Oswaldão,

    Sem dúvida a melhor fórmula é realmente mesclar os jogadores. Infelizmente, creio que o Palmeiras não tem condições financeiras, por isso a aceitação tão rápida das exigências da Traffic.

    Abraços………

    Guilherme Mendes.


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