Publicado por: Blog do Trio | 05/11/2009

Santos e Anjos!

guibar

Nação Palestrina,

O Jornal da Tarde de hoje, 05 de novembro, traz reportagem especial em que relata o drama vivido pelo atacante César Augusto Nascimento, de 24 anos, que, em virtude de um acidente de automóvel em 2007, encontra-se paraplégico.

A matéria detalha a batalha jurídica travada com o Grêmio/RS em virtude da indenização de 1 milhão de reais paga pelo acidente do atleta e retida pelo clube.

Os gaúchos entendem que esse dinheiro era a garantia do “investimento” que o jogador significava e que não há relação alguma com os direitos do atleta.

Essa seria mais uma triste história de um jogador que, em função das intempéries da vida, viu seu futuro e de sua família comprometido.

Estamos cansados de acompanhar histórias de atletas que, depois de encerrarem suas carreiras, têm sérias dificuldades em se manter dignamente, seja pela ação de aproveitadores, seja pela incompetência em gerirem aquilo que amealharam ou, simplesmente, por terem sido vítimas de “surpresas”, como esta de César, que a vida às vezes nos prega.

Em comum, além dos tristes finais, há quase sempre o abandono dos clubes.

Sob o argumento de que não possuem recursos para ajudar, ou ainda simplesmente por não valorizarem seus ídolos, as agremiações se omitem frente às carências e dificuldades de seu ex-funcionários.

O que talvez não entre na cabeça dos dirigentes é que, embora haja cada vez mais interesses econômicos em jogo, o futebol não é, e nunca será, uma empresa no sentido estrito da palavra, com a impessoalidade e frieza que os cifrões exigem.

Ninguém começa a torcer por um clube pelo seu saldo na conta bancária ou pelos balanços trimestrais apresentados.

A paixão por uma determinada equipe nasce de diversas origens, algumas desconhecidas, mas certamente a figura do ídolo é algo fundamental na escolha dos torcedores.

E o que acontece quando vemos um ídolo em frangalhos, passando fome, sem teto, num asilo ou num abrigo

Enfraquecemos a imagem do nosso clube.

Acho que ainda levará algum tempo para que os mandatários do futebol brasileiro tenham essa percepção.

Enquanto esse entendimento não nasce, aqueles que vivem momentos de dificuldade ficam à mercê da sorte ou da ajuda de anjos da guarda.

E eles existem.

No caso palmeirense não é um anjo, mas um Santo.

E quem poderia ser que não São Marcos?

Embora faça questão de manter essa ajuda em sigilo, o São Marcos, apesar da pouca convivência com o atacante (chegou ao Palmeiras emprestado em janeiro e sofreu o acidente em setembro de 2007), ajudou-o e continua ajudando financeira e emocionalmente.

- Uma pessoa humilde, que sempre lutou muito. Minha ajuda foi pela amizade, mas não gostaria de dar detalhes. Acho que fiz bem menos do que ele merecia.

O outro anjo da guarda é corinthiano. O lateral Alessandro, atualmente afastado por contusão, também auxilia o jogador, enviando mensalmente recursos para ajudar nas despesas da família.

São atitudes como estas que criam ou fortalecem a boa imagem que alguns jogadores tem.

Que o altruísmo e generosidade dos homens diminua o sofrimento daqueles que aguardam esperançosos que a Justiça dê “a César o que é de César”.

guilhermemendes.blogdotrio@gmail.com

http://twitter.com/guirmmendes

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Responses

  1. Obrigado Guilherme, por sua pesquisa, e principalmente por trazer essa informaçao sobre o Alessandro, do meu time.
    Ultimamente, salvo honrosas excessoes, os blogs de corinthianos estao mais preocupados em divulgar somente aquilo que deprecia a instituiçao.
    Parabens, e o Marcao, entao nao precisa nem falar, eh aquele jogador se for no meio da Fiel, sera abraçado com carinho com certeza.

    Caro Thiago,

    Em meio às notícias sujas que vêm do futebol, procuramos também mostrar seu lado bom.

    Obrigado você pelas palavras.

    Abraços………..

    Guilherme Mendes.

  2. Marcos (PAL) e Alessandro (COR) mostram que são pessoas que sabem a dor do afastamento dos gramados (felizmente afastamentos temporários) e se solidarizam com a família do jogador que está impedido de execer a sua profissão.

    Infelizmente casos como o do Dener (Portuguesa-SP) e deste jogador mostram que as famílias fragilizadas só podem contar com a ajuda de colegas de profissão e se depender da ajuda dos clubes que defenderam, terão que enfrentar uma longa batalha na justiça e se ganharem a causa, somente os filhos e quem sabe os netos receberão as indenizações….

    Caro Mário,

    Temos que tentar mudar essa realidade denunciando.

    Abraços………..

    Guilherme Mendes.

  3. Em se tratando de Grêmio, nada de novidade.

  4. Parabéns pela divulgação… apesar destes dois grandes jogadores preferirem o anonimato, são ações como esta que nos enchem de orgulho. Porém, isso não se liga a imagem dos clubes e sim a imagens dos homens de boa fé!!!

    O fato de ser corinthiano, não tira minha admiração pela pessoa do Marcão… Parabéns aos dois jogadores, e a suas generosidades!!! E que o César Augusto possa contar sempre com amigos assim!

    Abraços!

    Caro Felipe,

    Como disse, realmente atitudes como esta não partem dos clubes, mas, quem sabe um dia, chegaremos lá.

    Abraços………..

    Guilherme Mendes.


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